Deputado Sóstenes nega ilícitos e justifica R$ 400 mil em casa com venda de imóvel
© Lula Marques/Agência Brasil
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) negou, nesta sexta-feira, qualquer irregularidade em relação a desvios de verbas de gabinete, após ser alvo da Operação Galho Fraco da Polícia Federal. A operação investiga desvios no aluguel de carros com a cota parlamentar. Em coletiva de imprensa, o parlamentar afirmou que os R$ 400 mil em dinheiro vivo encontrados em sua residência são resultado da venda de um imóvel.
Cavalcante assegurou que a origem lícita do dinheiro será comprovada por seus advogados e que o rastreamento dos valores está documentado. No entanto, o deputado não soube precisar quando a venda do imóvel ocorreu, nem há quanto tempo guardava o montante em casa, justificando que a correria do trabalho o impediu de realizar o depósito bancário. Ele também se recusou a revelar a localização do imóvel vendido, alegando privacidade na transação.
Sobre os contratos de aluguel de carros sob suspeita, o deputado declarou que utiliza os veículos e que isso inviabiliza a acusação de lavagem de dinheiro. Questionado sobre a locadora contratada, que aparentemente não opera no endereço declarado, Sóstenes afirmou desconhecer os detalhes das contratações, mencionando que sua única orientação à equipe é buscar o menor preço.
O parlamentar classificou a investigação como uma perseguição à oposição e à direita, alegando que o objetivo seria criar uma “cortina de fumaça” sobre casos ligados à esquerda, especialmente com a proximidade das eleições de 2026.
A Operação Galho Fraco cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF Flávio Dino, relator da ação que investiga desvios de recursos de emendas parlamentares. A Polícia Federal apontou R$ 28,6 milhões em movimentações suspeitas nas contas de pessoas ligadas a Sóstenes Cavalcante.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-12/lider-do-pl-na-camara-dos-deputados-nega-desvios-de-verbas
