Focus: Mercado financeiro revisa para baixo projeção da inflação para 2026
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
O mercado financeiro revisou para baixo a projeção da inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 4,36% este ano, conforme o boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A estimativa anterior era de 4,4%.
A pesquisa, que consulta semanalmente instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos, também apontou para uma redução na expectativa de inflação para 2026, que passou de 4,16% para 4,1%. As previsões para 2027 e 2028 são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Essa é a quinta semana consecutiva que a previsão do IPCA é reduzida, aproximando-se da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A inflação acumulada em 12 meses está em 4,46%, dentro dessa meta.
Para controlar a inflação, o Banco Central tem utilizado a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano. Apesar da pressão para reduzir a taxa, o Comitê de Política Monetária (Copom) tem mantido a Selic neste patamar, justificando a decisão com um cenário de grande incerteza e a necessidade de cautela na política monetária. O BC informou que “o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia do BC é manter a Selic neste patamar por bastante tempo”.
Analistas do mercado financeiro preveem que a Selic caia para 12,13% ao ano até o final de 2026, com novas reduções para 10,5% ao ano em 2027 e 9,5% ao ano em 2028.
Quanto ao crescimento econômico, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 2,25% para este ano. As projeções para 2027 e 2028 são de 1,83% e 2%, respectivamente. A previsão para a cotação do dólar é de R$ 5,40 para o fim deste ano e R$ 5,50 no fim de 2026.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-12/mercado-reduz-previsao-da-inflacao-para-436-este-ano
