Eduardo Bolsonaro critica retirada de Moraes da lista Magnitsky e lamenta “falta de coesão interna” em nota pública
Foto: Pedro França/Agência Senado
Após o anúncio do governo dos Estados Unidos retirando o ministro do STF Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Global Magnitsky, o deputado federal Eduardo Bolsonaro divulgou uma nota pública criticando a decisão e responsabilizando a “falta de unidade política” no Brasil pelo resultado.
No texto, Eduardo afirma receber “com pesar” a medida norte-americana e agradece o apoio que Donald Trump teria demonstrado “ao longo dessa trajetória”, em referência às sanções impostas ao ministro desde julho, em meio à crise diplomática desencadeada entre os dois países.
Segundo o deputado, a sociedade brasileira “não conseguiu construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais”, fator que, segundo ele, teria contribuído para o recuo dos EUA. Eduardo também afirma que o “insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior” agravou a situação.
A nota sustenta ainda que a decisão de Trump busca defender “os interesses estratégicos dos americanos”, e que Eduardo e aliados continuarão trabalhando para “encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país, no tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas”.
O texto, assinado por Eduardo Bolsonaro e pelo comentarista Paulo Figueiredo, encerra com a frase: “Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro.”
A manifestação ocorre em meio à reaproximação diplomática entre Lula e Donald Trump, que selaram nas últimas semanas um entendimento direto que resultou na remoção das sanções a Moraes e na sinalização norte-americana de retomada de cooperação estratégica com o Brasil.

