Apagão em SP: Mais de 1,3 milhão seguem sem luz e transtornos se agravam após ciclone

Mais de 1,3 milhão de imóveis continuam sem energia elétrica em SP

© Paulo Pinto/Agência Brasil

Mais de 1,3 milhão de clientes da Enel na Grande São Paulo permanecem sem energia elétrica, conforme dados atualizados até as 19h desta quinta-feira. Deste total, cerca de 904 mil consumidores estão localizados na capital paulista. A empresa informa que 300 mil solicitações de atendimento foram registradas hoje, devido à persistência dos ventos.

A Enel, por meio de mensagens aos seus clientes, assegura que suas equipes técnicas estão trabalhando continuamente para solucionar os problemas. Para os casos mais complexos, a empresa comunicou que “faz parte de um grupo de ocorrências mais complexas, que exige um tempo maior para reparo.” Moradores de bairros como Moema, que entraram em contato com a empresa, foram informados que a normalização do serviço é esperada para o próximo sábado.

Os problemas na distribuição de energia se intensificaram na quarta-feira, afetando também a disponibilidade de sinal de internet em algumas áreas da cidade. As interrupções foram causadas por fortes ventos associados a um ciclone extratropical, que se formou entre o sul do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Na terça-feira, cidades como Avaré já haviam registrado ventos de até 140 km/h.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura municipal prevê que “os ventos percam força” durante a noite. A previsão indica céu nublado, sem chuva, com temperatura mínima de 19°C e umidade relativa do ar em torno de 40%.

Os fortes ventos também impactaram os aeroportos da capital. A Aena, responsável pelo aeroporto de Congonhas, confirmou o cancelamento de 66 chegadas e 51 partidas. No aeroporto de Guarulhos, a GRU informou o cancelamento de 72 voos e o desvio de 28 para outros aeroportos.

O apagão também afetou o abastecimento de água. A Sabesp informou que a falta de energia impede o bombeamento de água para algumas residências, e “que bairros vizinhos à lista de regiões afetadas também são impactados, já que os reservatórios e estações de bombeamento paralisados atendem a várias áreas do entorno”. A companhia também explicou que “assim que o bombeamento é retomado, a água volta a fluir pelas tubulações, reabastecendo as caixas d’água de cada casa e edifício no caminho, por isso a recuperação é gradativa. Quanto maior for o tempo sem o bombeamento, maior será a demanda por água dos clientes, impactando na recuperação do sistema de abastecimento.”

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/mais-de-13-milhao-de-imoveis-continuam-sem-energia-eletrica-em-SP

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