Ministras repudiam feminicídio no Cefet-RJ e defendem letramento antimachista no serviço público

Feminicídio: Ministras lamentam morte de servidoras do Cefet-RJ

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em Brasília, ministras do governo federal manifestaram profundo pesar e preocupação diante do assassinato de duas servidoras do Cefet-RJ, vítimas de um colega de trabalho. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou a urgência do enfrentamento à violência contra a mulher, enfatizando que “não podemos banalizar e naturalizar a violência”.

O posicionamento foi compartilhado pelas ministras Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Anielle Franco classificou o crime como “extremamente grave”, declarando que “Não dá para normalizar que duas servidoras sejam assassinadas no exercício de sua função”. Esther Dweck, por sua vez, avaliou o caso como um reflexo de um padrão estrutural de violência de gênero e misoginia no ambiente de trabalho, complementando que “É muito triste constatar um caso típico de misoginia, de um homem que não aceita ser chefiado por uma mulher”.

As ministras defenderam a implementação de um letramento antimachista como política fundamental para a prevenção da violência contra as mulheres, tanto nas instituições quanto no serviço público.

As declarações ocorreram durante o evento que celebrou os 20 anos do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, coordenado pelo Ministério das Mulheres. O programa, que visa promover a igualdade de gênero e raça no ambiente de trabalho, busca reduzir desigualdades salariais, ampliar a presença de mulheres em cargos de liderança e combater o racismo e o machismo institucional. A EBC participa do programa que está agora em sua 7ª edição.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/feminicidio-ministras-lamentam-morte-de-servidoras-do-cefet-rj

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