Lula anuncia isenção do IR até R$ 5 mil e taxação de super-ricos, prometendo reduzir desigualdade

“Desigualdade no Brasil é a menor da história”, diz Lula

© Ricardo Stuckert / PR

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil e o aumento da taxação para as altas rendas, medidas que entram em vigor a partir de janeiro. A iniciativa, sancionada na última quarta-feira em Brasília, representa o cumprimento de uma das principais promessas de campanha de 2022.

Durante sua fala, o presidente Lula também mencionou a criação de programas como Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo, entre outras ações implementadas pelo governo.

O presidente Lula afirmou que “Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história. Mesmo assim, o Brasil continua a ser um dos países mais desiguais do mundo. O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza”. E ainda complementou dizendo que “A mudança no Imposto de Renda é um passo decisivo para mudar essa realidade, mas é apenas o primeiro. Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz, com o suor do seu trabalho. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”.

Lula exemplificou o impacto da medida, afirmando que um trabalhador com salário de R$ 4.800 poderá economizar R$ 4 mil por ano com a isenção do IR, o que equivale a “quase um décimo quarto salário”. O presidente também ressaltou que a compensação para os cofres públicos virá da taxação dos “super-ricos”, cerca de 140 mil contribuintes com renda superior a “vinte, cem vezes mais do que 99% do povo brasileiro”, que passarão a ser taxados em 10% sobre a renda. Segundo o governo, a medida deve injetar R$ 28 bilhões na economia.

A nova lei não altera a tabela do Imposto de Renda, apenas aplica a isenção e descontos para as novas faixas de renda. Assim, quem ganha acima de R$ 7.350 continuará pagando 27,5% de Imposto de Renda. Uma correção completa da tabela teria um custo estimado de R$ 100 bilhões por ano.

Para compensar a perda de arrecadação, será aplicada uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês). Atualmente, contribuintes de alta renda recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, enquanto trabalhadores em geral pagam entre 9% e 11%.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-11/desigualdade-no-brasil-e-menor-da-historia-diz-lula

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