Goiás reforça defesa agropecuária com estudo sobre impacto da febre aftosa

Goiás recebe estudo sobre riscos sanitários no rebanho

Goiás recebe estudo sobre riscos sanitários no rebanho

O vice-governador Daniel Vilela enfatizou a importância do planejamento constante para manter Goiás preparado para eventuais problemas sanitários no setor pecuário. A declaração ocorreu durante o recebimento de um estudo sobre os impactos econômicos de um possível foco de febre aftosa, elaborado pelo Fundo Emergencial para a Sanidade Animal em Goiás (Fundepec-GO).

Vilela ressaltou que, apesar do risco atual de febre aftosa ser considerado baixo, a vigilância rigorosa é crucial para garantir respostas rápidas e preservar a competitividade da pecuária goiana. “Tenho certeza de que isso garantirá que mantenhamos a excelência que já alcançamos em vigilância sanitária e também a robustez de um sistema de defesa agropecuária”, afirmou o vice-governador, reconhecendo o trabalho do Fundepec na manutenção de iniciativas proativas.

O estudo, conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), projeta impactos econômicos que variam de R$ 600 milhões a R$ 9 bilhões, dependendo da densidade bovina e da velocidade de detecção de um possível foco. O documento, elaborado por especialistas ligados à Organização Mundial de Saúde Animal, oferece simulações estratégicas para toda a cadeia produtiva da carne e pode orientar decisões futuras, conforme o Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), Pedro Leonardo Rezende.

O presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), José Ricardo Caixeta, reconheceu o estudo como um avanço relevante para o setor. “É um sistema inovador que vai reforçar todo o trabalho de defesa agropecuária. Nosso sistema já é o melhor do Brasil, exportado para mais de 17 estados. Essa ferramenta agrega ao nosso planejamento e ao trabalho que já realizamos”, destacou Caixeta.

Alfredo Luiz Correia, presidente do Fundepec, relembrou a trajetória da pecuária goiana, destacando os desafios superados e a capacidade do setor de competir nos mercados mais exigentes. “Ao longo das últimas décadas, o setor superou desafios que poucos acreditavam ser possíveis. Desenvolvemos pastagens tropicais, aprimoramos raças e construímos uma pecuária capaz de competir nos mercados mais exigentes, convivendo com ameaças sanitárias constantes. As entidades, produtores, frigoríficos e laticínios precisam caminhar lado a lado”, observou Correia.

Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias

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