IGP-M tem deflação em 12 meses pela primeira vez desde maio de 2024
© Fernando Frazão/Agência Brasil
Após um período de taxas positivas, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a “inflação do aluguel”, registrou um acumulado de -0,11% nos últimos 12 meses (dezembro de 2024 a novembro de 2025), marcando a primeira deflação desde maio de 2024. Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Este índice, amplamente utilizado para o reajuste anual de contratos de aluguel, tanto comerciais quanto residenciais, apresentou uma trajetória ascendente ao longo de 2025, atingindo um pico de 8,58% em março, após um acumulado de -0,34% em maio de 2024.
De acordo com Matheus Dias, economista do Ibre, a deflação acumulada é resultado do recuo de 2,06% nos preços do atacado. “Em boa parte de 2025 prevaleceram quedas expressivas de preços, tanto de produtos industriais quanto agropecuários”, explicou Dias.
A composição do IGP-M é influenciada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60%, seguido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com 30%, e pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). No período analisado, o IPC avançou 3,95% e o INCC, 6,41%.
Em novembro, o IGP-M apresentou uma alta de 0,27%, revertendo a queda de 0,36% observada em outubro. Essa mudança não impediu a taxa acumulada em 12 meses de passar de inflação para deflação, devido à exclusão do dado de novembro de 2024, que registrou uma alta de 1,30%.
Apesar da deflação do IGP-M, não há garantia de redução nos valores dos aluguéis, uma vez que alguns contratos preveem reajuste apenas em caso de variação positiva do índice. Além dos contratos de aluguel, o IGP-M é utilizado para reajustar tarifas públicas e serviços essenciais.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/inflacao-do-aluguel-cai-011-em-12-meses-1o-recuo-desde-maio-de-2024
