Aterro Sanitário de Goiânia pode virar unidade de energia limpa com tecnologia sul-coreana
Empresa sul-coreana instala sistema de captação de gases no aterro de Goiânia e identifica reais possibilidades de investimento no local
O Aterro Sanitário de Goiânia pode se tornar uma unidade de produção de energia limpa e sustentável. Após uma visita técnica de uma equipe sul-coreana em setembro, especialistas retornaram à capital para um estudo detalhado sobre a viabilidade de um sistema de captação e aproveitamento energético dos gases produzidos no local. O objetivo principal é medir o potencial do biogás e sua conversão em eletricidade.
Na última semana, foi instalada uma estrutura de monitoramento que permanecerá ativa por dez dias para coletar dados essenciais. Doze poços de coleta de gás foram instalados, interligados por tubulações subterrâneas e conectados a uma estação equipada com soprador e analisadores de alta precisão. Esse sistema tem como objetivo medir o fluxo e a composição do biogás, incluindo metano (CH?), dióxido de carbono (CO?) e oxigênio (O?).
A estrutura montada simula uma rede de captação e os dados obtidos indicarão se o volume de biogás acumulado no aterro pode sustentar uma usina capaz de reduzir emissões, ampliar a segurança operacional e gerar energia renovável. O estudo também inclui levantamentos geofísicos de resistividade e mapeamento topográfico.
A equipe responsável pelo Estudo de Viabilidade Técnica concluiu a instalação dos equipamentos e retornará em janeiro para avaliar os resultados. O diretor administrativo da Sejin G&E, Kim Young Shik, expressou otimismo, afirmando que o Aterro Sanitário de Goiânia está entre os mais bem geridos que ele já viu, destacando o ambiente sem odor e a organização eficiente. Kim destacou que o aterro “se assemelha a um parque”, o que reforçou a confiança da Sejin na viabilidade de investir na capital.
A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) acompanhou a operação e classificou a iniciativa como estratégica para Goiás. O analista de Comércio Exterior do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, Carlos Stuart, afirmou que o projeto visa a redução de gases de efeito estufa, a geração de energia renovável e o estímulo à atividade econômica sustentável.
O presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos, ressaltou que o interesse da empresa sul-coreana confirma a boa gestão do aterro, acreditando que Goiânia poderá reduzir a poluição do ar, produzir energia renovável e obter créditos de carbono. “O aterro de Goiânia pode se tornar referência nacional em sustentabilidade, inovação ambiental e gestão moderna de resíduos”, afirmou.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
