Defesas de réus da trama golpista reagem à execução das penas determinada por Moraes

Defesas de Bolsonaro e de outros réus contestam execução das penas 

© Antonio Augusto/STF

As defesas dos réus envolvidos na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, manifestaram-se sobre a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a execução imediata das penas para os condenados do núcleo 1. A determinação do ministro inclui a prisão imediata dos sete réus, com indicação do local para o início do cumprimento das penas.

A defesa de Jair Bolsonaro expressou surpresa com a execução imediata da condenação, argumentando que ainda cabe a apresentação de um recurso, especificamente embargos infringentes, conforme o regimento interno do STF. O advogado Paulo Cunha Bueno declarou: “Cabe lembrar que por ocasião do julgamento do ex-Presidente Fernando Collor (AP 1025) e também do caso Debora Rodrigues dos Santos (AP 2508), só se certificou o trânsito em julgado, após o ajuizamento dos embargos infringentes, sendo surpreendente para a defesa a certidão de trânsito em julgado, com a inadmissibilidade de um recurso ainda não proposto”.

O advogado de Braga Netto, José Luis Oliveira, afirmou que a defesa recebeu a decisão com indignação, reiterando que a condenação do general é “absolutamente injusta e contrária à prova dos autos”. Ele acrescentou: “Infelizmente, vemos que o processo está terminando como começou: com a violação sistemática ao direito de defesa. Seguiremos tomando todas as medidas cabíveis para defender os direitos do general Braga Netto, inclusive perante as cortes internacionais”.

A defesa de Augusto Heleno, liderada pelo advogado Mateus Milanez, expressou “profunda indignação”, alegando que o processo se desviou de sua finalidade devido a influências políticas. Milanez declarou: “Reafirmamos nossa absoluta inocência do general Augusto Heleno. Diante da ilegalidade e de perseguição, nossa luta pela anulação deste processo viciado e pelo reconhecimento formal de sua inocência será incansável e intransigente”.

Por outro lado, a defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, representada pelo advogado Eumar Novacki, afirmou ter recebido a decisão com “serenidade”, reiterando que Torres não teve participação na trama golpista. Novacki lamentou que “as inúmeras provas que demostram não estar envolvido, direta ou indiretamente, com qualquer tentativa de golpe de estado, tenham sequer sido consideradas na decisão que o condenou a uma pena duríssima de 24 anos de prisão”.

A reportagem busca contato com as defesas do ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira e do almirante Almir Garnier para obter seus posicionamentos sobre o caso.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-11/defesas-de-bolsonaro-e-de-outros-reus-contestam-execucao-das-penas

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