CEI do Fio Solto investiga redes irregulares em Goiânia após morte de jovem
Foto: João Reynol / Jornal Opção
A Câmara Municipal de Goiânia instalou, nesta terça-feira (25), a Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Fio Solto de Nathaly Nascimento, em homenagem à jovem de 17 anos que faleceu eletrocutada ao encostar em uma fiação irregular em setembro. O objetivo é apurar a situação das redes irregulares de energia e telecomunicações na capital goiana.
A CEI, liderada pelo vereador Coronel Urzêda (PL), busca identificar os responsáveis pela precariedade e perigo dos fios soltos, considerados por ele um “verdadeiro ninho de guacho”. A comissão é composta também pelos vereadores Sargento Novandir (MDB), Tião Peixoto (PSDB), Markim Goya (PRD), Geverson Abel (Republicanos), Daniela da Gilka (PRTB), Léo José (Solidariedade) e Lucas Vergílio (MDB).
Durante a primeira sessão, foram definidos os cargos da mesa diretora, com Coronel Urzêda na presidência, Daniela da Gilka como vice-presidente e Geverson Abel como relator. O prazo para conclusão dos trabalhos e apresentação do relatório é de 120 dias, com reuniões ordinárias agendadas para as quartas-feiras, às 14h.
Urzêda defendeu a necessidade de ação conjunta entre a Agência de Regulação de Goiânia (AR), a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) e as concessionárias de energia e telecomunicação. O vereador propôs, ainda, a implantação gradual de redes subterrâneas, começando pelo centro da cidade, em paralelo aos projetos de revitalização urbana.
A vereadora Daniela da Gilka ressaltou a importância da fiscalização, afirmando que “o que não falta é lei; o que falta é fazer cumprir”, referindo-se à legislação municipal nº 9.785/2016, que trata do ordenamento das redes.
O relator da CEI, vereador Geverson Abel, adiantou que apresentará um plano de trabalho com as primeiras diligências e convocações. “Vamos apurar tudo, identificar os responsáveis e trazer soluções para Goiânia”, garantiu Abel.
A CEI do Fio Solto busca soluções para o problema dos fios soltos em Goiânia, que representam riscos à segurança e poluição visual, com foco na responsabilização das empresas e na melhoria da infraestrutura urbana.
