“Porongaço dos Povos da Floresta” ilumina Belém em defesa da Amazônia na COP30

Extrativistas marcham na COP por reconhecimento na proteção florestal

© Bruno Peres/Agência Brasil

Sob o lema “a morte da floresta é o fim da nossa vida”, centenas de líderes extrativistas de diversos biomas brasileiros se manifestaram em Belém, defendendo seus direitos territoriais e o papel das reservas de uso sustentável para o equilíbrio ecológico e o combate às mudanças climáticas. O “Porongaço dos Povos da Floresta” reuniu seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, pescadores e outros povos tradicionais, iluminando a capital paraense com a chama das porongas, símbolo da luta do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

A marcha, realizada paralelamente à COP30, remeteu à liderança de Chico Mendes nos seringais do Acre, que na década de 1970, articulou os extrativistas contra a violência e a destruição ambiental. Letícia Moraes, vice-presidente do CNS, enfatizou a conexão entre as comunidades e seus territórios, afirmando que “se a floresta não está bem… nós não estamos bem”. Ela ainda reforçou a importância dos territórios tradicionais para a preservação da floresta.

Dados do CNS indicam que as reservas extrativistas protegem mais de 42 milhões de hectares de florestas e rios, armazenando aproximadamente 25,5 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. Na COP30, o líder extrativista Joaquim Belo busca incluir os serviços ecossistêmicos prestados por essas populações nas metas de mitigação climática. “Nós somos solução para diversos problemas das mudanças climáticas”, declarou Belo.

Ao final da marcha, um documento do CNS foi entregue à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que destacou sua trajetória como seringueira ao lado de Chico Mendes. O documento exige que as reservas extrativistas sejam reconhecidas formalmente na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira e nos tratados climáticos, priorizando investimentos para a proteção territorial e o apoio à gestão comunitária.

Marina Silva ressaltou que o modo de vida dos povos tradicionais protege a floresta, sequestra carbono e “funciona como o coração do planeta pulsando em cultura, diversidade e beleza”, defendendo a ampliação de políticas públicas para essas comunidades.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/extrativistas-marcham-na-cop-por-reconhecimento-na-protecao-florestal

What do you feel about this?