Governadores e Parlamentares Firmam Pacto Nacional pela Segurança Pública em Brasília
Caiado defende o enfrentamento à criminalidade como principal demanda da sociedade hoje (Foto: Rômullo Carvalho)
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, participou de uma reunião em Brasília com outros governadores e parlamentares, onde foi discutido o combate à criminalidade em todo o país. O encontro resultou na assinatura do “Pacto pela Segurança Pública”, entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Na ocasião, Caiado enfatizou que o enfrentamento ao crime é a principal prioridade da sociedade brasileira, essencial para a “verdadeira emancipação social”. Para o governador, “nós estamos vivendo em um país onde, hoje, o programa social mais importante é o combate austero ao crime organizado e às facções”. Ele defendeu políticas de segurança mais rigorosas para assegurar o direito à vida e à liberdade, argumentando que “a melhor política social que você pode ter hoje para o Brasil é um combate muito duro às organizações criminosas. Isso vai fazer com que o país volte a respirar, não viver mais com medo, nem subjugado ao crime”. Caiado alertou ainda para a “deterioração completa do Estado Democrático de Direito e o estado do crime avançando cada vez mais”.
O Pacto pela Segurança Pública, subscrito por diversos governadores e parlamentares, incluindo Romeu Zema (Minas Gerais), Jorginho Melo (Santa Catarina) e a vice-governadora do DF, Celina Leão, propõe um enfrentamento “abrangente, federativo e pluripartidário” ao crime organizado, alicerçado em bases técnicas, fiscais e institucionais sólidas.
Após a assinatura, os participantes se reuniram com Hugo Motta, que estava acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela. Durante o encontro, foi proposta a análise conjunta de três projetos de lei: o PL 5.582/2025 (Antifacção), relatado pelo deputado federal Guilherme Derrite; o PL 125/2022, que visa aperfeiçoar o combate à lavagem de dinheiro; e o PL 2.646/2025 (Brasil Mais Seguro), que cria instrumentos de repressão qualificada e coordenação interfederativa. O objetivo é estabelecer um novo Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, com atuação articulada entre União, estados e municípios.
Os governadores solicitaram uma discussão mais aprofundada dos projetos com representantes dos estados, da União, do Congresso Nacional e do Judiciário. Hugo Motta afirmou que seu gabinete está “sempre aberto para debater assuntos de interesse do Brasil”, defendendo o “diálogo e conciliação” como caminhos para o progresso do país.
Romeu Zema destacou a importância da aprovação das propostas, afirmando que “quando se vai atrás do crime organizado, você resolve problema social”. Guilherme Derrite, relator do projeto Antifacção, defendeu o endurecimento das punições, ressaltando que “Nos últimos 40 anos, nunca tivemos uma lei que puna adequadamente criminosos, em especial membros de organizações criminosas”.
Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias
