Goiânia alcança nota A na Capacidade de Pagamento do Tesouro Nacional
Prefeitura dá exemplo de gestão pública e alcança nível máximo de capacidade de pagamento (Fotos: GCM/Secom)
Goiânia alcançou o patamar mais elevado em sua avaliação de saúde fiscal, com o Tesouro Nacional elevando a nota da Capacidade de Pagamento (Capag) da capital goiana de ‘C’ para ‘A’. Essa classificação máxima representa um marco significativo para o município e projeta um cenário de maior atratividade para novos investimentos, tanto do setor público quanto do privado, além de fortalecer a percepção de um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento econômico local. A notícia foi recebida com otimismo por lideranças empresariais e economistas, que veem na melhoria um indicativo de gestão fiscal eficiente.
### Impacto da Gestão Fiscal em Goiânia
A ascensão para a nota ‘A’ na Capag reflete uma gestão fiscal exemplar, que alinha receitas e despesas de forma equilibrada. Gustavo Faria, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia, ressalta a importância desse feito para a cidade: “A Prefeitura de Goiânia dá um bom exemplo de gestão pública, pois quando você faz uma gestão coerente, com equilíbrio entre receitas e despesas, naturalmente, tem mais capacidade de investimento, paga juros menores e tem um risco menor de forma geral. Quando não há esse equilíbrio entre receita e despesa, você passa a ter juros mais altos, tem a dificuldade de captação de recurso e de realizar os investimentos necessários para o desenvolvimento.”
A transparência e o controle das finanças públicas de Goiânia são fatores-chave para a recuperação da confiança no mercado. Para Marisa Carneiro, presidente do Sindilojas-GO, o avanço da cidade na avaliação do Tesouro Nacional é um sinal claro de governabilidade: “A elevação de nota de Goiânia no Tesouro Nacional mostra que as contas públicas da capital estão mais controladas, indicando boas condições de governabilidade, que são essenciais para a estabilidade e, consequentemente, para a manutenção de um ambiente de negócios atrativo. Ou seja, é um feito da gestão municipal que favorece também o setor produtivo, que, assim, se vê mais confiante para investir em Goiânia.”
### Impulso para o Setor Produtivo e Geração de Empregos
A melhora na Capacidade de Pagamento de Goiânia reforça a percepção de estabilidade e segurança jurídica, fundamentais para a expansão do setor produtivo. Marisa Carneiro destaca o dinamismo do mercado local, apontando dados da Juceg que indicam a criação de mais de 15 mil novas empresas na capital entre janeiro e novembro de 2025. O comércio varejista, segmento robusto, absorve uma parcela significativa dessa expansão, gerando cerca de 125 mil empregos formais, o que corresponde a 21% das vagas com carteira assinada em Goiânia, conforme registros do Caged. A presidente do Sindilojas-GO expressa a expectativa de continuidade: “Esperamos que Goiânia siga melhorando seus indicadores e criando mais oportunidades para as empresas e para a população.”
A economista Adriana Pereira de Sousa, professora do curso de Economia da UEG e presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-GO), analisa que a redução da percepção de risco e o maior acesso a operações de crédito com garantia da União criam condições mais favoráveis para a retomada dos investimentos públicos. “Se a gente olhar sob a ótica do desenvolvimento regional, é um movimento positivo. Uma vez que o investimento público, especialmente em infraestrutura, serviço urbano e outros serviços, possui potencial de gerar efeitos multiplicadores relevantes sobre a economia local. Isso estimula a geração de renda, emprego e indiretamente estimula também o investimento privado”, explica a especialista.
### Sustentabilidade e Desafios da Economia Goianiense
Apesar do avanço, a economista Adriana Pereira de Sousa salienta a necessidade de monitorar a sustentabilidade desse ajuste fiscal no longo prazo. A professora pontua que o crescimento do investimento privado em Goiânia não depende apenas da capacidade fiscal, mas também de outros elementos cruciais: “A expansão do investimento privado no município depende também de fatores como ambiente regulatório, qualidade institucional, estrutura e dinamismo do mercado local.”
Concluindo sua análise, Adriana enfatiza a magnitude do passo dado por Goiânia ao recuperar sua capacidade fiscal. No entanto, ela alerta que o desafio reside em transformar esse ganho em uma estratégia consistente para a manutenção da alta Capag. “Em resumo, Goiânia dá um passo importante ao recuperar a sua capacidade fiscal. O desafio agora é converter esse ganho em uma estratégia consistente que mantenha essa alta capacidade de pagamento, gerando desenvolvimento e melhorando a qualidade do gasto público e também a eficiência dos investimentos, além de buscar uma diversificação da economia do município”, finaliza.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
