CNU 2: Medida de equidade garante maioria feminina na segunda fase

CNU 2025: mulheres são 57,12% dos classificados para segunda fase

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2) registra um marco na busca pela equidade de gênero no serviço público. Dados divulgados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que 57,12% dos 42.499 candidatos classificados para a segunda edição são mulheres, totalizando 24.275 candidatas aptas a realizar a prova discursiva, agendada para 7 de dezembro.

Essa representatividade feminina é resultado de uma ação afirmativa implementada pelo MGI, visando corrigir uma distorção observada no CNU 1, onde as mulheres, apesar de maioria nas inscrições e com presença expressiva nas provas, representaram apenas 37% das aprovações finais.

A ministra da Gestão, Esther Dweck, justificou a medida como “uma forma de mitigar desigualdades estruturais que dificultam o acesso das mulheres, especialmente aquelas com dupla ou tripla jornada”.

A principal inovação do CNU 2 é a garantia da equiparação entre o número de mulheres e homens classificados para a segunda fase em cada cargo e modalidade da seleção. O mecanismo estabelece que, caso o percentual de mulheres aprovadas na prova objetiva seja inferior a 50%, candidatas adicionais serão convocadas até que se alcance a paridade, desde que tenham atingido o número mínimo de acertos previsto no edital.

O MGI esclarece que a medida não exclui os candidatos homens já classificados. Todos os homens que alcançaram a nota mínima em cada cargo foram classificados para a fase 2 do concurso, a da prova discursiva.

Em alguns blocos temáticos, como os de número 1, 2 e 5, a equiparação foi residual, aplicada apenas em cargos específicos onde a representatividade feminina era menor. Nos blocos 3 e 4, mesmo com a equiparação, as mulheres não alcançaram a metade dos classificados, devido à falta de candidatas com número de acertos suficiente para serem elegíveis à equiparação em determinados cargos. Apenas no Bloco 8 não houve necessidade de equiparação, já que as mulheres eram maioria tanto nas inscrições quanto nas classificações.

Como exemplo, no cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa do bloco 7, foram convocadas 731 mulheres a mais para equiparar o número de candidatas ao número de homens.

O MGI informou que os candidatos classificados para a prova discursiva serão convocados por meio de edital a ser publicado no Diário Oficial da União. Outros editais de convocação para as etapas de avaliação de títulos, procedimento de confirmação/verificação complementar à autodeclaração para concorrer às vagas reservadas às pessoas candidatas negras, indígenas e quilombolas e para o procedimento de caracterização de deficiência também serão publicados.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/cnu-2025-mulheres-sao-5712-dos-classificados-para-segunda-fase

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