Contratação de Jovens Aprendizes Atinge Recorde em Setembro, Impulsionada por Lei e Fim da Pandemia
© Paulo Pinto/Agência Brasil
Goiás tem motivos para comemorar no que tange a empregabilidade de jovens. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), provenientes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelam que o número de jovens aprendizes contratados no país, amparados pela Lei 10.097/2000, alcançou a marca de 710.875 em setembro. Este resultado representa o sétimo mês consecutivo de aumento e estabelece um novo recorde na série histórica iniciada em janeiro de 2020, quando o número de aprendizes era de 454.972.
O aumento significativo no número de contratações de jovens aprendizes está relacionado ao período pós-pandemia, em 2022, e à regulamentação da Lei de Aprendizagem em dezembro de 2023, que tornou a contratação obrigatória para empresas de médio e grande porte. Naquele mês, “estavam enquadrados na Lei de Aprendizagem 539 mil jovens entre 14 e 24 anos”, representando um aumento de aproximadamente 30% em 20 meses.
Apesar do crescimento no número de contratações, o salário médio dos jovens aprendizes apresentou uma ligeira queda, passando de R$ 955 em julho para R$ 920 em setembro. Contudo, ainda se mantém acima do valor registrado em dezembro de 2023 (R$ 846) e no início da série histórica, em janeiro de 2020 (R$ 704).
Em setembro, o setor de Serviços liderou as contratações com 5.510 novos aprendizes, seguido pela Indústria (4.307), Comércio (2.830), Construção Civil (2.231) e Agropecuária (478). No acumulado de janeiro a setembro, o saldo de contratados chegou a 111.976 novos aprendizes.
A Lei de Aprendizagem determina que empresas de médio e grande porte com pelo menos sete empregados em funções que exigem formação profissional devem contratar aprendizes, com uma cota que varia entre 5% e 15% do total desses cargos. Podem ser contratados jovens de 14 a 24 anos, desde que estejam matriculados em instituições de qualificação profissional credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O jovem aprendiz tem direito a benefícios como FGTS (com alíquota de 2%), 13º salário, vale-transporte e férias, que devem coincidir com o recesso escolar. A remuneração é proporcional ao salário mínimo por hora trabalhada, com jornada reduzida de até seis horas diárias.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/vagas-de-aprendizagem-no-trabalho-mantem-alta-e-chegam-710-mil
