Guia Rápido da COP30: Siglas e Termos Essenciais sobre Mudanças Climáticas
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
Em meio às discussões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que se estende até o dia 21, a Agência Brasil elaborou um guia prático para navegar pelo vocabulário técnico e siglas frequentes nos debates. O evento, que reúne líderes e especialistas de todo o mundo, busca impulsionar ações climáticas globais.
Entre os termos cruciais, destaca-se o “Acordo de Paris”, firmado na COP21 em 2015, que estabelece ações globais para mitigar as mudanças climáticas, incluindo a redução das emissões de gases de efeito estufa. A “Adaptação Climática” também ganha relevância, referindo-se às mudanças necessárias para enfrentar os impactos do aquecimento global, abrangendo desde modificações em infraestruturas urbanas até a restauração de ecossistemas naturais.
O “Artigo 6” do Acordo de Paris aborda a criação de ferramentas para um mercado de carbono global, substituindo o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto. As siglas CMA e CMP representam encontros que subsidiam os elementos negociados dos acordos de Paris e de Quioto, respectivamente, nas COPs.
A “Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas” (UNFCCC), lançada na Eco-92, estabelece os princípios das responsabilidades “comuns mas diferenciadas” na redução de emissões. Os “Combustíveis fósseis”, como petróleo e carvão, são apontados como grandes contribuintes para as emissões de gases do efeito estufa.
A COP, ou Conferência das Partes, é o encontro global que visa debater soluções para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e conter o aquecimento global. Os “Gases do efeito estufa (GEE)”, como dióxido de carbono e metano, são aqueles que retêm o calor na atmosfera.
O “Global Stocktake (GST)” é um mecanismo para avaliar o progresso nas metas de emissões. O “Intergovernmental Negotiating Committee (INC)” foi responsável pelo texto da UNFCCC. A “Justiça Climática” busca equilibrar economia, meio ambiente e direitos, especialmente para os mais vulneráveis às mudanças climáticas.
O “Livro de Regras de Paris” orienta sobre como concretizar o Acordo de Paris, enquanto o “Mapa do Caminho de Baku à Belém” visa alcançar US$1,3 trilhão em financiamento climático para países vulneráveis até 2035. A “Missão 1,5” é o esforço global para limitar o aquecimento em 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.
A “Mitigação climática” envolve ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar os sumidouros de carbono. As “Nationally Determined Contributions (NDCs)” são as metas de redução de emissões dos países, com o Brasil tendo apresentado a terceira geração de NDCs, visando reduzir as emissões em até 67% até 2035 e alcançar a neutralidade em 2050.
O “New Collective Quantified Goal on Climate Finance (NCQG)” busca garantir financiamento para a transição para uma economia de baixo carbono, com a última meta prometendo elevar o fluxo financeiro para US$300 bilhões. “Perdas e Danos” referem-se aos impactos econômicos e sociais das mudanças climáticas, enquanto o “Ponto de inflexão” representa a perda da capacidade de funcionamento natural de ecossistemas.
O “Protocolo de Quioto” é um tratado para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O “Biennial Transparency Reports (BTR)” é um instrumento de transparência das políticas públicas nacionais. A “Sessão dos Órgãos Subsidiários (SB60)” prepara a Conferência das Partes. “Sumidouro” são mecanismos que removem gases do efeito estufa da atmosfera. A “Troika” é um pacto de cooperação entre as presidências das COPs 28, 29 e 30 para cumprir a Missão 1,5 ºC.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/cop30-confira-o-significado-dos-termos-sobre-clima-e-negociacao
