Operação Roque prende advogados ligados ao Comando Vermelho por facilitar comunicação criminosa no Amazonas
© Divulgação/Polícia Federal
Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AM), denominada Operação Roque, resultou na prisão de quatro advogados em Manaus, nesta quinta-feira (6). Os suspeitos são acusados de ligação com o Comando Vermelho (CV) e de facilitar a comunicação entre líderes da facção dentro e fora do sistema prisional do Amazonas.
Além das prisões, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados. A ação é um desdobramento da Operação Xeque-Mate, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro do CV com a participação de contadores.
Um dos alvos dos mandados de busca foi o escritório de um contador supostamente envolvido no esquema de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que o grupo investigado na Operação Roque “é responsável por intermediar comunicações ilícitas entre lideranças internas e externas, além de facilitar a continuidade de ordens criminosas de caráter interestadual e transnacional”.
Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, mídias digitais, documentos e dinheiro em espécie, que serão analisados pela perícia. Segundo a PF, os advogados investigados “vinham replicando ordens, bilhetes e deliberações estratégicas de uma facção com atuação predominante na Região Norte, simulando atos de advocacia para ocultar comunicações ilícitas e repasses financeiros”.
Ainda de acordo com os investigadores, as prerrogativas dos advogados “estavam sendo utilizadas de forma indevida, com o objetivo de manter a hierarquia da organização criminosa dentro e fora do sistema prisional”. Essa ação permitia a coordenação de represálias, pactos interestaduais e repasses de recursos ilícitos.
A Operação Xeque-Mate, por sua vez, é uma sequência da Operação Torre, que identificou o proprietário de parte de um carregamento de mais de duas toneladas de drogas apreendido em setembro de 2024 em Manaus. De acordo com a PF, o grupo utilizava “terceiros e um complexo esquema financeiro envolvendo fintechs, empresas de fachada e estruturas paralelas de pagamento” para disfarçar os lucros ilícitos.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/operacao-roque-prende-quatro-advogados-do-comando-vermelho-em-manaus
