Contarato defende fim de “estigma” sobre direitos humanos e propõe endurecimento contra o crime

Campo progressista não pode romantizar segurança, diz Contarato

© Lula Marques/Agência Brasil

O senador Fabiano Contarato (PT), recém-eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, defende a necessidade de reformular a percepção de que o campo progressista foca seus esforços exclusivamente na defesa dos direitos humanos de pessoas presas. “Direitos humanos é muito amplo. Mas, durante muito tempo, ficou esse estigma de que nós defendemos pessoas que violaram qualquer âmbito criminal. É isso que tem que ser mudado”, declarou Contarato em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

Com uma trajetória de 27 anos como delegado da Polícia Civil no Espírito Santo, o senador enfatiza a importância de um debate mais realista sobre segurança pública, sem “romantizar essa área, para dar uma resposta à sociedade”. Contarato, que migrou para o PT em 2022 após ser eleito pela Rede em 2018, assegura que trabalhará para evitar que a CPI se torne palco de disputas eleitorais, buscando uma abordagem técnica e objetiva, focada em resultados positivos para a segurança pública.

O senador também defende o endurecimento das leis para adolescentes que cometem crimes graves, critica a saída temporária de presos condenados por crimes contra a vida e não descarta a equiparação de facções criminosas ao terrorismo. Ele argumenta que é preciso repensar a atuação do campo progressista, que, segundo ele, ficou “rotulado que nós defendemos direitos humanos apenas para a população que está cerceada de sua liberdade de ir e vir”.

Contarato exemplifica seu posicionamento ao recordar sua atuação como líder do PT no Senado, quando votou pela derrubada do veto à “saidinha” de presos, defendendo que condenados por crimes graves não deveriam ter o benefício da saída temporária. Ele também cita sua relatoria do projeto de lei que aumenta a pena mínima para adolescentes infratores que cometem crimes violentos, argumentando que a legislação brasileira é excessivamente permissiva em comparação com outros países do G20.

Sobre a equiparação de facções criminosas ao terrorismo, o senador não vislumbra a possibilidade de intervenção estrangeira no Brasil, reforçando a solidez da democracia e das instituições brasileiras. Contarato destaca a importância de dar uma resposta à população, especialmente a mais pobre, que sofre com a violência e a criminalidade, defendendo que a segurança pública é um direito de todos e um dever do Estado.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-11/campo-progressista-nao-pode-romantizar-seguranca-diz-contarato

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