Mulheres que abordavam crianças em parques de Goiânia são indiciadas por tentativa de subtração de incapazes
Duas mulheres, identificadas como Mônica Meirelles Sanchez e Yasmin Meirelles Sanchez da Silva, foram indiciadas por tentativa de subtração de incapazes e estão sendo monitoradas eletronicamente.
A investigação teve início na última quinta-feira (23/10), após denúncias de que a dupla estaria abordando crianças, principalmente no Parque Vaca Brava, chamando-as de “filhos” e “filhas”. Segundo relatos, as mulheres alegavam que seus óvulos teriam sido subtraídos por autoridades e que, por isso, possuíam cerca de 200 filhos espalhados pela cidade.
Apesar do alarme gerado, a Polícia Civil enfatiza que as ações das suspeitas aparentam ser decorrentes de transtornos mentais, não havendo indícios de crimes mais graves como sequestro ou cárcere privado. “O teor da ocorrência aponta que as suspeitas padecem de problemas graves de saúde mental e não chegaram, felizmente, a executar crimes como sequestro ou cárcere privado”, informou a PCGO em nota.
Diante da gravidade da situação, a Central Geral de Flagrantes de Goiânia agiu com celeridade. O delegado Rilmo Braga, titular da unidade, destacou a importância da resposta rápida para tranquilizar a população: “Isso gerou um grande transtorno e alarde por parte da população que estava nesses locais e também nas redes sociais. Então é importante que a gente deixe claro como tudo aconteceu e que o sigilo foi mantido até a resposta que precisava ser dada à população”.
Na madrugada de sexta-feira (24/10), a Polícia Civil indiciou as duas mulheres e solicitou medidas cautelares urgentes, que foram prontamente acatadas pela justiça. As medidas incluem o afastamento de crianças, proibição de frequentar praças e parques, monitoramento por tornozeleira eletrônica e avaliação de insanidade mental. Todas as medidas foram cumpridas no sábado (25/10).
A Polícia Civil garante que, com o monitoramento eletrônico em tempo real realizado pela Polícia Penal, não há mais riscos para a população. A divulgação das imagens das suspeitas visa identificar possíveis testemunhas e prevenir novos incidentes, em conformidade com a Lei 13.869/2019 e a Portaria nº 547/2021/DGPC.
