Cora: Esperança e tratamento de ponta para crianças com câncer em Goiás
O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) tem se destacado como um marco no tratamento de câncer infantojuvenil pelo SUS, proporcionando esperança e acolhimento para famílias goianas. Desde sua inauguração em junho, o hospital já contabilizou mais de 3,2 mil atendimentos, incluindo internações, cirurgias, sessões de quimioterapia e consultas.
Com um investimento de R$ 255 milhões do Governo de Goiás, o Cora oferece tratamento de alta complexidade, evitando que pacientes e seus familiares precisem buscar atendimento em outros estados. “O Cora já é uma realidade para o Estado”, afirma o diretor-geral Rafael Mendonça. “Antes, muitas famílias goianas precisavam se deslocar para o Hospital de Amor, em Barretos (SP), para garantir tratamento oncológico especializado. Hoje, os pacientes são tratados aqui no Cora”.
A experiência da família de Rômulo, de 2 anos, ilustra o impacto positivo do Cora. Diagnosticado com leucemia, Rômulo já realizou três sessões de quimioterapia no complexo. “Quando a gente veio para cá, nem imaginava que era esse diagnóstico, mas quando nos trouxeram, vimos a estrutura e ficamos aliviados, porque todo mundo falava que tinha que ir para Barretos”, relata o pai de Rômulo, Paulo César Franco Junior. “Quando conseguimos uma vaga aqui em Goiás, foi algo que nos tranquilizou bastante”.
A qualidade do atendimento e a estrutura do hospital também são destaques. Sandra Carolina Mendes, mãe de Pedro Henrique, de 6 anos, elogia: “O atendimento é muito bom. Todos são acolhedores. Não imaginava que um hospital público, do SUS, tivesse toda essa estrutura. Tudo é de primeira linha, bem limpinho e higienizado”.
O cuidado integral e a humanização são pilares do Cora. A assistente social Taína Cândida Gonçalves explica: “Quando as famílias chegam e recebem um diagnóstico inesperado, ficam muito angustiadas. Aqui no Cora, nós não vemos o paciente como doente, mas como pessoas que precisam de cuidado”.
O Cora oferece desde consultas ambulatoriais até procedimentos de alta complexidade, como transplante de medula óssea. Para dar suporte às famílias, o complexo está disponibilizando uma casa de apoio provisória enquanto a estrutura definitiva é construída. “A previsão é que até o início do ano essa casa de apoio esteja pronta para receber os familiares que precisam desse suporte durante o tratamento de seus pacientes”, informa o diretor-geral.
