Faturamento do setor mineral dispara 34% e alcança R$ 76,2 bilhões no 3º trimestre de 2025

Setor mineral fatura mais de R$ 76 bilhões no 3º trimestre deste ano

© José Cruz/Agencia Brasil

O setor de mineração brasileiro registrou um faturamento de R$ 76,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Este valor representa um aumento de 34% em relação aos R$ 56,7 bilhões faturados no mesmo período do ano anterior.

Minas Gerais, Pará e Bahia foram os estados com maior contribuição para este resultado, com destaque para o minério de ferro, responsável por 52% do faturamento total, atingindo R$ 39,8 bilhões – um crescimento de 27% em relação ao terceiro trimestre de 2024.

As exportações do setor somaram 121 milhões de toneladas, um aumento de 6,2% em relação ao ano anterior, impulsionadas principalmente pelo minério de ferro, que representou 65% das vendas externas. A China se manteve como principal destino, absorvendo 69,3% das exportações minerais brasileiras. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 2,5 bilhões, com destaque para potássio, carvão mineral e enxofre.

O Ibram projeta investimentos de US$ 68,4 bilhões para o período 2025-2029, com um crescimento significativo no setor de terras raras, estimado em 49%. Segundo Julio Cesar Nery Ferreira, diretor de Assuntos Minerários do Ibram, “O que justifica esse aumento é a expectativa de demanda pelas terras raras. Quando a gente vê os estudos de demanda da União Europeia e dos Estados Unidos, por exemplo, vê projeções elevadas”. Ele ainda destaca que “Elas já foram identificadas em vários estados, como no sul de Minas Gerais, onde temos uns quatro ou cinco projetos, mas também em Goiás, Bahia, e outros estados”.

Fernando Azevedo, vice-presidente do Ibram, ressaltou a relevância do Brasil no cenário mundial de terras raras: “Segundo os levantamentos geológicos mundiais, o Brasil tem a segunda maior reserva do mundo em terras raras. Tivemos agora a criação de uma comissão parlamentar de terras raras no Congresso. É um fator geopolítico que o Brasil tem para explorar”.

O setor também acompanha de perto a demanda por minerais considerados críticos e estratégicos, como cobre, lítio, níquel, cobalto, nióbio, zinco e grafita. Raul Jungmann, diretor-presidente do Ibram, afirmou: “Não tenho a menor dúvida de que os investimentos em minerais críticos e estratégicos vão decolar ainda mais. Por vários fatores. Eles têm a ver com segurança alimentar, como potássio e fosfato nitrogenado. Outros são fundamentais para tecnologia e inovação. Exemplo dos semicondutores e chips. Também existem aqueles ligados à defesa e à soberania. Estamos falando dos que são usados para aços especiais, aviões, radares e outras múltiplas necessidades”.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/setor-mineral-fatura-mais-de-r-76-bilhoes-no-3o-trimestre-deste-ano

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