SUS Distribui Medicamento de Última Geração para Câncer de Mama HER2-Positivo
Uma nova esperança surge para as mulheres goianas que lutam contra o câncer de mama HER2-positivo, um dos tipos mais agressivos da doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) inicia, ainda neste mês de outubro, a distribuição do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração que promete revolucionar o tratamento e aumentar as chances de cura.
O primeiro lote do medicamento, com 11.978 unidades, já chegou ao Brasil e será encaminhado às secretarias estaduais de saúde, que farão a distribuição aos hospitais habilitados em oncologia em Goiás. O Ministério da Saúde prevê mais três entregas até junho de 2026, visando atender toda a demanda e beneficiar cerca de 1.144 pacientes já em 2025.
O Trastuzumabe Entansina é indicado para mulheres que ainda apresentam sinais da doença após o tratamento inicial com quimioterapia. Sua ação direta nas células tumorais que expressam a proteína HER2 garante maior eficácia e reduz os efeitos colaterais, proporcionando mais qualidade de vida às pacientes.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, celebrou a chegada do medicamento como um “avanço inédito no combate ao câncer de mama”, destacando que o tratamento, que custa mais de R$ 11 mil na rede privada, estará disponível gratuitamente pelo SUS.
José Barreto, diretor do Departamento de Atenção ao Câncer, ressalta que o novo tratamento pode reduzir em até 50% a mortalidade das mulheres com o tipo HER2-positivo, representando “um salto enorme na oncologia brasileira e oferecendo esperança a milhares de famílias”.
Além da distribuição do Trastuzumabe Entansina, o Ministério da Saúde anunciou outras medidas importantes para ampliar o tratamento oncológico em Goiás e no país, incluindo a liberação de recursos para que estados e municípios comprem inibidores de ciclinas para casos avançados de câncer de mama HER2-negativo e a ampliação da faixa etária para a mamografia gratuita, agora disponível para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas.
O investimento do governo federal na compra dos medicamentos foi de R$ 159,3 milhões, mas após negociações, o Ministério da Saúde obteve um desconto de quase 50%, economizando R$ 165,8 milhões. Os valores caíram de R$ 7,2 mil para R$ 3,5 mil no frasco de 100 mg e de R$ 11,6 mil para R$ 5,6 mil no frasco de 160 mg.
