“Sob(re) a Pele”: Espetáculo gratuito une circo, teatro e reflexão sobre o corpo negro em Goiânia

Espetáculo “Sob(re) a Pele” une acrobacia, poesia e memória em um potente manifesto sobre o corpo negro

A montagem combina teatro e circo para transformar o tecido acrobático em símbolo de luta e superação, revelando as marcas históricas e as potências de um corpo negro que persiste, resiste e celebra (Foto: Divulgação Secult)

O Orum Aiyê Quilombo Cultural encerra neste fim de semana as apresentações do espetáculo “Sob(re) a Pele”, um solo circense-teatral que entrelaça acrobacia, poesia e reflexões sobre a identidade negra. As sessões, com entrada franca, acontecerão no sábado e domingo, às 20h, na sede do grupo, situada no Residencial Nossa Morada, em Goiânia.

A obra, protagonizada por Matheus Alcântara, com direção e dramaturgia assinadas por Marcelo Marques, foi contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab), com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás). Os interessados em assistir podem retirar os ingressos sem custo através da plataforma Sympla, sendo também incentivados a colaborar com a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a famílias em situação de vulnerabilidade.

“Sob(re) a Pele” é descrito como um ato de resistência e memória, combinando teatro e circo para transformar o tecido acrobático em um símbolo de luta e superação, revelando tanto as marcas históricas quanto a força de um corpo negro que persiste e celebra.

Na encenação, Matheus Alcântara revisita momentos desde a escravidão até os desafios atuais enfrentados pela juventude negra. O espetáculo integra o projeto “Solos Marginais”, idealizado por Marcelo Marques, que busca narrar as histórias de pessoas e personagens marginalizados ao longo da história.

A produção conta com a direção de arte de Raquel Rocha, preparação de ator por Renata Caetano, preparação corporal e coreografia de Luciana Caetano, e técnica circense de Cauê Marques. A peça promove uma reflexão sobre o papel da educação como ferramenta de transformação social, expondo as barreiras impostas pelo racismo estrutural, que fazem do ambiente escolar um espaço de resistência.

Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias

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