Caiado critica ação do PT no STF contra modelo de gestão de obras em Goiás
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) criticou duramente, nesta quinta-feira (9/10), a ação movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Supremo Tribunal Federal (STF) que visa suspender o modelo de contratação utilizado pelo Governo de Goiás para a construção e gestão de obras públicas, incluindo o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora).
Caiado classificou a ação do PT como uma tentativa de “sabotar o desenvolvimento de Goiás”, referindo-se ao modelo de gestão implementado, que permitiu a construção do Cora em tempo recorde e está sendo utilizado em projetos rodoviários financiados pelo Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) em parceria com o Ifag.
“O PT nacional, o PT do presidente Lula e o PT de Goiás entraram com uma ação direta porque o Estado de Goiás construiu o Cora. E está fazendo rodovias com base em uma lei federal, debatida e aprovada por todos os órgãos competentes. O que eles querem é fechar o Cora”, afirmou o governador.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) questiona a legalidade do modelo goiano, que se baseia na Lei Federal nº 13.019/2014, que autoriza parcerias entre o poder público e o terceiro setor, desde que haja lei estadual específica aprovada pela Assembleia Legislativa, o que ocorreu em Goiás. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) defende que o modelo adotado pelo Governo de Goiás segue rigorosamente a legislação federal e é fiscalizado por diversos órgãos de controle, incluindo a Seinfra, Goinfra, Conselho Gestor do Fundeinfra, CGE, AGR e TCE-GO.
Em tom de indignação, Caiado questionou os motivos por trás da ação do PT: “Sabe qual é o pecado de Goiás? Ter feito o Cora em 25 meses e mostrado que é possível entregar obras com eficiência. Esse modelo salva vidas e transforma o Estado”.
O governador também aproveitou para defender sua gestão, afirmando ter “credibilidade moral” e que, em 40 anos de vida pública, nunca usou cargo para benefício próprio ou de familiares.
