Câmara de Goiânia mantém decreto de calamidade financeira rejeitando projeto de vereador
Em votação acirrada, a Câmara Municipal de Goiânia decidiu, nesta quinta-feira (9), manter o decreto de calamidade financeira na capital, imposto pelo prefeito Sandro Mabel (sem partido) em razão de uma dívida de quase R$ 5 bilhões herdada da gestão anterior. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL 126/2025), de autoria do vereador Igor Franco (MDB), que visava suspender os efeitos do Decreto 28/2025, foi rejeitado por 27 votos contrários e 7 favoráveis.
A decisão da Câmara garante que Goiânia permaneça em estado de calamidade financeira até dezembro, conforme previsto no decreto original, que já havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e prorrogado em julho.
O vereador Igor Franco, ex-líder do governo na Câmara, defendia a revogação do decreto, argumentando que as contas da prefeitura apresentavam superávit na mais recente prestação de contas, indicando um equilíbrio nas finanças municipais. Franco também citou um relatório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que apontava que “a situação financeira do município não se molda ao quadro extremo exigido para decretação de calamidade”. O relatório do TCM sugeria ajustes e contingenciamento de gastos como alternativas ao decreto.
A base do prefeito Mabel, no entanto, votou pela manutenção do decreto. Os vereadores Oséias Varão (PL) e Juarez Lopes (PDT) argumentaram que suspender o decreto a apenas dois meses do seu término não faria sentido.
