PCC movimentou R$ 1 bilhão com fraudes em combustíveis e lavagem de dinheiro, aponta investigação

Empresas ligadas ao PCC movimentaram R$ 1 bilhão, diz Receita

© Receita Federal/divulgação

Investigações da Receita Federal revelaram que empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentaram um montante superior a R$ 1 bilhão entre 2020 e 2024. A Operação Spare, deflagrada em São Paulo, aponta para a utilização de postos de combustíveis, motéis e empresas de fachada para a lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

De acordo com as investigações, a organização criminosa utilizava dinheiro em espécie e maquininhas de cartão através de fintechs para a lavagem de recursos ilícitos, posteriormente investidos na compra de imóveis e outros bens de alto valor. Entre os bens adquiridos com o esquema, destacam-se um iate de 23 metros, dois helicópteros, um Lamborghini Urus avaliado em R$ 4 milhões e terrenos que somam mais de R$ 20 milhões. “Estima-se que os bens identificados representem apenas 10% do patrimônio real dos envolvidos”, informa a Receita.

A Receita Federal apurou que mais de 60 motéis ligados ao grupo, registrados em nome de “laranjas”, movimentaram R$ 450 milhões, gerando um lucro de R$ 45 milhões. Há também indícios de lavagem de dinheiro envolvendo 21 CNPJs vinculados a 98 estabelecimentos de uma mesma franquia. Apesar da movimentação bilionária, as empresas emitiram apenas R$ 550 milhões em notas fiscais entre 2020 e 2024, recolhendo R$ 25 milhões em tributos federais, o que representa apenas 2,5% da movimentação financeira. O lucro auferido pelos criminosos nesse período alcançou quase R$ 90 milhões.

O grupo também é investigado pela movimentação de R$ 260 milhões na construção de 14 prédios residenciais em Santos, iniciada em 2010. Além disso, a Receita Federal identificou irregularidades nas declarações de Imposto de Renda de membros da família do principal alvo, com um aumento patrimonial de cerca de R$ 120 milhões.

A Operação Spare cumpriu 25 mandados de busca e apreensão na capital paulista e nas cidades de Santo André, Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco. Um dos principais alvos da operação atuava há mais de 20 anos em uma rede de postos de combustíveis, criada para a lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Segundo a Receita, a estrutura foi identificada a partir da concentração de empresas sob responsabilidade de um único prestador de serviço, que formalmente controlava cerca de 400 postos, sendo 200 vinculados diretamente ao alvo e seus associados.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-09/empresas-ligadas-ao-pcc-movimentaram-r-1-bilhao-diz-receita

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