PGR pede condenação de réus do “Núcleo 2” da trama golpista ao STF
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) concluiu e submeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) suas alegações finais referentes à Ação Penal nº 2.693, que investiga o chamado Núcleo 2, acusado de articular um plano para subverter o resultado das eleições presidenciais e manter Jair Bolsonaro no poder.
O procurador-geral Paulo Gonet solicita a condenação de figuras importantes como o general da reserva Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência; Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF); e Filipe Garcia Martins, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais.
Além deles, Gonet pede também a condenação do coronel da reserva Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro; Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal (PF) e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal; e Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça.
A PGR acusa os réus de crimes graves como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, e pede ainda a fixação de multa para reparar os danos causados.
O documento da PGR aponta que as ações do grupo criminoso foram comprovadas por meio de conversas em aplicativos de mensagens e arquivos eletrônicos. As provas indicam que os réus coordenaram o monitoramento e a neutralização de autoridades, elaboraram um projeto de decreto para implementar medidas de exceção no país e atuaram para dificultar o acesso de eleitores do Nordeste aos locais de votação no primeiro turno das eleições de 2022.
Segundo a PGR, o grupo planejou inclusive o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes. O próprio general Mário Fernandes admitiu ter criado o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que visava romper com a ordem democrática.
O procurador-geral argumenta que as provas ligam os acusados aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando houve invasão e depredação dos edifícios dos Três Poderes em Brasília, alegando que os réus descumpriram suas funções na área de segurança pública, facilitando a ação dos manifestantes. “As provas, na realidade, vinculam subjetivamente os acusados à cadeia causal dos atos [que culminaram com o] 8 de janeiro de 2023”, afirmou Gonet.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-09/pgr-pede-condenacao-de-seis-reus-do-nucleo-2-da-trama-golpista
