Livro de receitas goianas concorre ao “Oscar” da gastronomia mundial
Livro é resultado de décadas de dedicação e pesquisa de Telma Lopes Machado sobre a culinária de Goiás
As receitas tradicionais de Goiás, como empadão, pamonha e mané pelado, ganharam destaque internacional com a seleção do livro “Telma da Babilônia: Receitas com Memória” para o Gourmand Awards, considerado o maior prêmio de gastronomia do mundo. A obra, que reúne décadas de pesquisa de Telma Lopes Machado sobre a culinária goiana, concorre nas categorias mulher-chefe e comida da fazenda à mesa.
O livro, viabilizado com recursos do Programa Goyazes, ferramenta de fomento do Governo de Goiás, gerenciado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), apresenta fotografias de Ana Lima, que retratam a beleza dos pratos e paisagens do estado. A apresentação é assinada por Letícia Massula, cozinheira e pesquisadora da culinária brasileira, e o posfácio, por Sônia Magalhães, da Universidade Federal de Goiás (UFG), que explora as origens da gastronomia goiana.
Telma Lopes Machado, que comanda o Café Sertanejo da Fazenda Babilônia em Pirenópolis, compartilha suas memórias e conhecimentos culinários na obra. “Eu sempre morei na fazenda, e aprendi a cozinhar vendo a minha mãe preparando o porco, matando o frango, então eu estou ligada à gastronomia desde criança”, relembra a chef. O livro, além de receitas, traz histórias culturais e informações sobre a origem dos pratos.
A obra concorre com 930 trabalhos de 175 países no Gourmand Awards. A premiação acontecerá em Paris no final de novembro de 2025. Segundo Telma, o livro é um resgate da gastronomia raiz, que ela já desenvolve em seu café na Fazenda Babilônia, e a indicação ao prêmio representa uma oportunidade de divulgar a riqueza da cozinha goiana para o mundo.
“Têm muitas receitas interessantes nesse livro, por exemplo, a matula de galinha, que mostra um pouco da vida dos bandeirantes, dos tropeiros, porque a matula é a comida que se levava nas viagens. E eu consegui a receita com uma senhorinha bem idosa, foi um resgate mesmo. Tem também a carne de lata, além de receitas de origem indígena, na folha da bananeira”, exemplifica Telma.
Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias
