Melão de Goiás conquista mercado argentino com apoio da Agrodefesa

melão produzido em Porangatu

Chancela da Agrodefesa é garantia da segurança fitossanitária do país importador (Foto: Agrodefesa)

Goiás expande suas exportações agrícolas com o envio de melões de Porangatu para a Argentina. Uma carga inicial de 20 toneladas já foi despachada, marcando a entrada do estado em um novo mercado internacional.

O feito é resultado da colaboração entre a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e técnicos, garantindo que o produto atendesse aos padrões fitossanitários exigidos internacionalmente.

Atualmente, a Agrodefesa acompanha 40 lavouras de cucurbitáceas em Goiás voltadas para exportação, totalizando 492 hectares em Carmo do Rio Verde, Itapuranga, Jaraguá, Porangatu e Uruana. A estimativa de produção é de 33,5 mil toneladas, incluindo melancia, abóbora e melão.

José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, destaca a importância da expansão da fruticultura goiana no comércio exterior, enfatizando que: “O Governo de Goiás, por meio da Agrodefesa, garante que nossos produtos cheguem ao mercado externo com qualidade, rastreabilidade e segurança. Esse esforço coletivo amplia o espaço das frutas goianas no cenário internacional e fortalece a economia do Estado”.

O controle fitossanitário é rigoroso, com foco na mosca-das-frutas (Anastrepha grandis). Fiscais da Agrodefesa cadastram lavouras, monitoram o ciclo produtivo, inspecionam o embarque e emitem as permissões de trânsito, lacrando a carga. Na fronteira, um auditor do Mapa realiza a checagem final e emite o Certificado Fitossanitário de Exportação.

Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, ressalta que este acompanhamento é essencial para a abertura de mercados internacionais, e complementa: “A cada safra, consolidamos a confiança internacional na defesa agropecuária goiana. Esse é um diferencial que garante competitividade às frutas produzidas no Estado”.

Mário Sérgio de Oliveira, coordenador do programa de Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para Curcubitáceas da Agrodefesa, detalha que o monitoramento se inicia no campo, com coletas e inspeções semanais, e só após a comprovação da ausência da mosca-das-frutas é que a lavoura é autorizada a exportar.

Enio Gomes Gontijo Júnior, responsável técnico pela lavoura de melão em Porangatu, descreve o processo como um esforço conjunto, envolvendo planejamento e soluções técnicas, onde “É um trabalho em conjunto da Agrodefesa, do produtor e do responsável técnico. Não se trata apenas de produzir um fruto saudável, mas de fortalecer todo o sistema de produção para atender às exigências internacionais.”

Com a inclusão do melão, Goiás amplia sua presença internacional nas cucurbitáceas, e a expectativa é que o melão de Porangatu siga o mesmo caminho da melancia e da abóbora, consolidando seu espaço no mercado externo.

Enio Gomes Gontijo Júnior ainda afirma que: “Temos várias novas áreas interessadas em se habilitar e adotar o SMR para ampliar mercado e vender para fora, especialmente no caso da melancia, seguida pela abóbora e agora também pelo melão. Com a melhora da situação econômica da Argentina, cresceu a oportunidade de exportar frutos de qualidade, o que estimula ainda mais produtores a se prepararem para atender esse mercado”.

Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias

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