Brasil: Padilha avalia ida à ONU após EUA cancelarem vistos de familiares e classifica ato como covarde
© Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, expressou incerteza quanto à sua participação na conferência da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), agendadas para setembro em Nova York. A dúvida surge após o cancelamento dos vistos de sua esposa e filha de 10 anos pelo governo dos Estados Unidos, ocorrido em 15 de agosto. O visto do ministro não foi cancelado, pois já estava vencido desde 2024.
Padilha justificou sua possível ausência devido a “compromissos locais [no Brasil]”, mencionando as votações no Congresso Nacional relacionadas ao programa “Agora tem Especialistas”. Apesar do ocorrido com sua família, o ministro enfatizou que o incidente “não ia abalar em nada a nossa defesa do programa Mais Médicos”, reiterando o compromisso do Ministério da Saúde com a política pública.
Em tom irônico, o ministro citou o escritor Ariano Suassuna para comentar o caso: “Tem gente que acha que o mundo se divide em quem foi à Disney, e quem quer ir para Disney, ou quem não foi para Disney”, disse, acrescentando, “eu não tenho intenção nenhuma de ir para Disney”.
O cancelamento dos vistos dos familiares de Padilha ocorreu dias após o Departamento de Estado dos EUA revogar os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados ao programa Mais Médicos. O ministro classificou o ato como “ato de covardia”, afirmando que o impacto familiar já foi superado.
Caso decida comparecer aos eventos nos Estados Unidos, Padilha ressaltou que um acordo internacional garantiria seu acesso, uma vez que o país sede de organismos da ONU deve permitir a entrada de autoridades participantes.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-08/padilha-avalia-ir-nova-york-para-assembleias-da-onu-e-opas
