Brasil: Diagnóstico tardio de câncer de colo de útero eleva custos para o SUS e impacta sobrevida, aponta estudo

Diagnóstico tardio do câncer de colo de útero eleva custos no SUS

© Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

Um estudo recente revelou que o diagnóstico tardio do câncer de colo de útero eleva substancialmente os custos para o Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás e no Brasil. A pesquisa, realizada pela MSD Brasil, destaca que a detecção da doença em estágios avançados não só diminui a sobrevida das pacientes, mas também exige um maior número de internações e procedimentos médicos.

O levantamento analisou dados de mais de 200 mil mulheres diagnosticadas com câncer de colo de útero entre 2014 e 2021, utilizando informações do DataSUS. Os resultados indicam que a necessidade de quimioterapia, assim como a frequência de internações e visitas ambulatoriais, aumenta proporcionalmente ao estágio da doença no momento do diagnóstico.

A pesquisa também aponta para as disparidades sociais e econômicas relacionadas ao câncer de colo de útero, com a maioria dos diagnósticos concentrada em mulheres não brancas, com baixa escolaridade e dependentes do SUS. Estima-se que a maioria dos casos de câncer de colo de útero tem diagnóstico tardio no Brasil, o estudo destaca o alto ônus econômico para o setor de saúde pública, especialmente considerando os atrasos no diagnóstico, reforçando “a necessidade urgente de direcionar mais esforços para a prevenção e o rastreamento, à medida que avançamos em direção às metas de eliminação do câncer de colo de útero”.

O estudo também revela que a pandemia de Covid-19 teve um impacto negativo no tratamento do câncer de colo de útero no SUS, levando a uma redução nos procedimentos de radioterapia e a um aumento na quimioterapia isolada. Segundo a análise, “houve lacunas no tratamento, que foram causadas pelo colapso hospitalar durante a pandemia”, com consequências a longo prazo ainda sendo determinadas.

Os pesquisadores reforçam que a prevenção do câncer de colo de útero é essencial e pode ser feita por meio da vacinação contra o HPV, exames de rotina e tratamento de lesões pré-cancerígenas. A vacina quadrivalente está disponível gratuitamente no SUS para adolescentes de 9 a 14 anos, enquanto a vacina nonavalente é oferecida na rede privada.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-08/diagnostico-tardio-do-cancer-de-colo-de-utero-eleva-custos-no-sus

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