Comerciantes do Ceagesp atingidos por incêndio vão trabalhar em tendas a partir de 16 de outubro
© Paulo Pinto/Agência Brasil
Os 124 comerciantes do Ceagesp que tiveram o pavilhão MFE-A destruído pelo fogo passarão a atender em uma área provisória a partir de 16 de outubro. O espaço ficará a uma quadra do local atingido pelo incêndio entre a noite de 5 de setembro e a madrugada de 6 de setembro, em São Paulo.
Duas tendas galpão vão abrigar os trabalhadores. A nova área terá 4,8 mil metros quadrados, contra 6 mil m² do pavilhão original, e reunirá os comerciantes em um ponto único para os atendimentos.
O atendimento dos comerciantes do Ceagesp
Enquanto a estrutura não fica pronta, os comerciantes trabalham em tendas de lona ao redor do pavilhão destruído. A exposição ao calor e à chuva afeta a rotina, e a disposição das barracas dificulta a passagem de caminhões e a apresentação das lojas vizinhas.
A comissão de comerciantes calcula uma redução de aproximadamente 50% nas vendas. Os atingidos só devem voltar a pagar as taxas à administração quando o pavilhão definitivo for entregue.
A área provisória também altera a logística do entreposto. O local usado pelas tendas servia para estacionamento e transbordo, que foram transferidos para um bolsão de estacionamento. Em dezembro, está prevista a instalação de um estacionamento provisório na área do pavilhão destruído.
Tendas galpão são estruturas temporárias usadas para cobrir e organizar uma área de atendimento ou trabalho. No caso do Ceagesp, elas funcionarão como abrigo até a construção do novo pavilhão.
O novo pavilhão está em planejamento
A previsão é que os comerciantes permaneçam na estrutura provisória até setembro de 2027, quando se espera que o novo pavilhão esteja concluído. O projeto prevê contêineres refrigerados, mais banheiros e uma reorganização dos boxes, mesmo com a redução da área disponível.
O pavilhão MFE-A era um dos 52 do complexo e reunia comerciantes que atuam no local há mais de quatro décadas. Alguns deram continuidade a negócios iniciados por familiares nos anos 1960. Entre os principais produtos vendidos estavam cocos, abacaxis e melancias.
A demolição da antiga estrutura inclui a retirada de entulho e a desmontagem das peças metálicas, com prazo de 60 dias. Restos de alimentos e documentos das empresas também estão sendo retirados, conforme a segurança da área. Os resíduos orgânicos e os destroços são separados para aterros sanitários ou reciclagem.
O diretor técnico operacional do Ceagesp, Luiz Silveira Rangel, afirmou: “A ideia é a gente construir uma estrutura mais moderna”. Segundo ele, o projeto deve prever pé-direito mais alto, mezanino, separação entre boxes e área de granel e uma plataforma elevada para reduzir perdas em novas inundações.
Créditos da imagem: © Paulo Pinto/Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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