Instituto Oyá aponta mudanças climáticas como maior ameaça para 41% dos brasileiros
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Mudanças climáticas aparecem como principal ameaça para o futuro de 41% dos brasileiros, segundo pesquisa do Instituto Oyá em parceria com a Ipsos. O levantamento faz parte do estudo Termômetro do Brasil e avaliou preocupações pessoais e familiares da população.
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas. Quando a pergunta trata dos problemas enfrentados no momento, porém, as mudanças climáticas ficam em nono lugar, citadas por 14% dos entrevistados. As ameaças ao meio ambiente aparecem na décima posição, com 10%. Nesse recorte, o Brasil ocupa a 20ª colocação entre os países mais preocupados.
Mudanças climáticas perdem prioridade imediata
Os dados também mostram distância entre a preocupação geral com o futuro e a disposição para participar da política tradicional. Segundo o estudo, 39% dos brasileiros descartam atuar em campanhas ou partidos, enquanto 33% rejeitam participar de protestos de rua.
A diretora executiva do Instituto Oyá, Camila Kamilo, afirmou que o engajamento sobre o clima ocorre mais pelas redes sociais do que em atividades presenciais. Ela defendeu políticas públicas e novos modelos de comunicação para aumentar a circulação de informações verdadeiras.
Apesar da desconfiança em instituições, 45% dos entrevistados disseram acreditar em organizações não governamentais. Camila declarou: “Mais do que nunca é importante a gente fortalecer as nossas organizações da sociedade civil, incluindo a imprensa como difusão de informações checadas”.
Desinformação afeta a confiança pública
O estudo aponta que, em média, 78% das pessoas não conseguiam diferenciar notícias falsas de verdadeiras, inclusive em conteúdos sobre eventos climáticos extremos. Para Camila, um experimento social cego mostrou que mensagens falsas com forte apelo emocional podem ser aceitas como verdadeiras.
O levantamento também registrou que 81% temem o uso de deepfakes e de ferramentas de inteligência artificial para manipular imagens e vozes. Deepfakes são conteúdos digitais alterados ou produzidos com recursos tecnológicos para simular a aparência ou a fala de uma pessoa. A identificação depende da análise do material e da comparação com fontes confiáveis.
Camila afirmou: “Algo que nos deixou bem preocupadas é que 67% dos brasileiros confiam na tecnologia, enquanto 65% desconfiam dos governos”. Para ela, a perda de confiança facilita a aceitação de informações falsas em crises climáticas e em desafios sociais, econômicos e ecológicos.
“[Isso] faz com que as pessoas, literalmente, aceitem qualquer coisa como verdade”, disse a diretora. Ela também declarou: “O brasileiro não é negacionista na sua maioria. Ele está desinformado.”
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Com informações da Agência Brasil
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