PL conquista 28 cadeiras e terá maior bancada do Senado na nova composição
A composição do Senado projetada para 2027 coloca o PL com 28 das 81 cadeiras, considerando os 54 eleitos em 4 de outubro, os 27 mandatos que continuam e as substituições já definidas de senadores que venceram disputas para governador. O partido conquistou 19 das vagas em disputa na eleição de 2026, maior número entre as legendas.
Na soma dos 54 eleitos, o MDB conquistou sete vagas e o PT, seis. PP, PSB, União Brasil e Novo elegeram três senadores cada; Republicanos, PSD, Podemos e PSDB ficaram com duas cadeiras cada; PDT e Rede conquistaram uma vaga cada. Em Goiás, Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União) foram os dois escolhidos para o Senado.
A definição no Pará foi importante para fechar essa conta. Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União) ficaram com as duas vagas, depois de Chicão superar Delegado Éder Mauro (PL) na reta final da totalização. Com 99,89% das urnas apuradas, Helder tinha 26,09% dos votos válidos e Chicão, 22,44%.
PL lidera composição do Senado
Com os eleitos e os mandatos em andamento, o quadro projetado fica com PL, 28 cadeiras; PT, 9; MDB, 8; PP e União Brasil, 6 cada; PSD e Republicanos, 5 cada; PSB, 4; Novo, 3; Podemos e PSDB, 2 cada; PDT e Rede, 1 cada; além de um senador sem partido. A soma fecha as 81 vagas do Senado.
O cálculo considera as filiações e os suplentes que deverão ocupar cadeiras já afetadas pelas eleições estaduais. Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, deixa a vaga para Luis Felipe Cunha, do União Brasil, enquanto Cleitinho (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, será sucedido por Alex Diniz, do PL. Romário aparece como sem partido, conforme o cadastro do Senado, e Jussara Lima (PSD) está em exercício na cadeira cujo titular é Wellington Dias (PT), atualmente licenciado.
O Senado tem três representantes por estado e pelo Distrito Federal, totalizando 81 cadeiras. Como o mandato dura oito anos, a renovação alterna entre um terço e dois terços da Casa; em 2026, foram escolhidos dois senadores por unidade da Federação.
Suplências mantêm quadro provisório
A distribuição partidária ainda pode sofrer mudanças após o segundo turno para governador, marcado para 25 de outubro. Alan Rick (Republicanos), no Acre, Omar Aziz (PSD), no Amazonas, e Professora Dorinha (União), no Tocantins, seguem nas disputas estaduais; em caso de vitória, as cadeiras passam, respectivamente, a Gemil Júnior (PSD), Cheila Moreira (PT) e Professora Lu (União).
Há ainda uma pendência no Paraná. Deltan Dallagnol (Novo), eleito para uma das duas vagas, teve o registro mantido por decisão provisória do presidente do TSE, e o mérito do caso ainda deverá ser analisado pelo plenário da Corte.
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