Na costa do Amapá, Petrobras encontra petróleo pela segunda vez na Margem Equatorial

Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo em poço da Margem Equatorial

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma nova ocorrência de petróleo na Margem Equatorial foi anunciada pela Petrobras na sexta-feira (2). Este é o segundo achado no poço Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá.

Identificado como 1-BRSA-1405-APS, o poço está na bacia da Foz do Amazonas, em uma área com lâmina d’água de 2.886 metros. A descoberta anterior havia sido comunicada em meados de agosto.

A exploração tem autorização ambiental

A Petrobras recebeu autorização para perfurar a Margem Equatorial em outubro de 2025. A licença foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

A área foi licitada em 2013, quando a empresa britânica BP ficou com a concessão. Em 2021, a companhia repassou o bloco para a Petrobras. A autorização para a perfuração gerou posições opostas entre empresas do setor, setores do governo e ambientalistas, que manifestaram preocupação com os impactos da atividade.

A Petrobras afirma que realiza as perfurações de forma “segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”. A presidente da companhia, Magda Chambriard, também declarou que, apesar do nome Foz do Amazonas, o ponto de operação fica a 540 quilômetros da desembocadura do rio Amazonas.

Petróleo na Margem Equatorial é avaliado

A identificação do petróleo ocorreu a partir de perfis elétricos, indícios encontrados nas rochas e amostras de fluidos coletadas durante a operação. Segundo a Petrobras, a perfuração continuou depois do anúncio de agosto para “avaliar intervalos exploratórios mais profundos”.

O petróleo localizado no primeiro achado foi classificado pela companhia como de “boa qualidade”. O material encontrado na nova operação será submetido a análises laboratoriais, enquanto a perfuração do Morpho continua para avaliar as formações identificadas.

Lâmina d’água é a medida da profundidade do mar no ponto em que ocorre a operação. Em poços desse tipo, os dados obtidos por equipamentos, rochas e fluidos ajudam a avaliar as formações subterrâneas e os sistemas petrolíferos.

Em nota, a Petrobras afirmou que o resultado “amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área”. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima que a Bacia da Foz do Amazonas possa ter até 10 bilhões de barris de óleo equivalente recuperáveis, medida que reúne petróleo e gás natural..calc-cmpr

Créditos da imagem: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


Com informações da Agência Brasil

Redação Extra News Goiás
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