Prefeitura de Goiânia reordena Centro e 44, elevando vendas e segurança.

Após um ano de reordenamento, lojistas celebram aumento do faturamento e mais segurança no Centro e Região da 44

Lojistas celebram aumento do faturamento e mais segurança no Centro e Região da 44 após reordenamento promovido pela Prefeitura de Goiânia

Goiânia respira um novo ar em seu setor comercial. Desde março de 2025, o reordenamento promovido pela Prefeitura de Goiânia nas estratégicas regiões do Centro, da 44 e na Avenida 24 de Outubro tem sido aclamado por lojistas, feirantes e consumidores, que testemunham uma revitalização sem precedentes. A iniciativa, focada em desobstruir calçadas e realocar ambulantes para espaços formais, já demonstra resultados tangíveis: maior segurança, expressivo aumento na circulação de mercadorias e um impacto positivo direto no faturamento do comércio local.

Um Consenso de Otimismo no Comércio Goianiense

A transformação implementada pela gestão municipal encontra eco em diversas entidades representativas do setor. Marcelo Baiocchi, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), destaca a importância histórica do Centro, que vinha sendo negligenciado. “A atual administração tem feito o que reivindicamos por muito tempo, liberando as calçadas, fazendo com que o Centro volte a ser daqueles que aqui residem e que aqui têm seu comércio”, afirma Baiocchi. Ele sublinha a natureza colaborativa e necessária das medidas: “Todas as ações da Prefeitura são necessárias — às vezes não agradam a todos, mas são ações que vêm para o bem da maioria, do coletivo”. A satisfação dos associados da Fecomércio, que concentram grande parte de seus negócios no Centro, é visível diante da determinação administrativa. “A Fecomércio tem boa parte de seus associados aqui no Centro; são pessoas que acreditam na região e têm relatado grande satisfação em ver, nesta administração, a decisão de tomar essas medidas necessárias”, complementa o presidente.

Estratégia de Realocação e Formalização

O ponto de partida dessa transformação foi a oferta de oportunidades concretas para a formalização dos trabalhadores. Fernando Peternella, secretário municipal de Eficiência, detalha que os ambulantes que atuavam nas ruas tiveram a chance de se instalar nas Feiras da Madrugada e Hippie. Para facilitar a transição, as associações do setor ofereceram um subsídio nas taxas de condomínio por um período que variou de três meses a um ano. Essa abordagem visou apoiar a adaptação dos trabalhadores informais, conforme ressalta Marcos Couto, Guarda Civil Metropolitano. “Sabemos que todos têm de trabalhar, mas quem está na informalidade precisa procurar os meios de se regularizar através da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), que deu todas as condições para que os ambulantes se adaptem às normas”, explica Couto. O trabalho da Guarda Civil, segundo ele, foi essencial para organizar o fluxo de pessoas e mercadorias, liberando ruas e calçadas.

A Força da Região da 44: Segurança e Faturamento em Alta

Na vibrante Região da 44, os efeitos do reordenamento comercial são particularmente notáveis. Mais de 15 mil famílias de lojistas estabelecidos foram diretamente beneficiadas, segundo Carlos Luciano Ribeiro, presidente do shopping de atacado Mega Moda. “Os ambulantes, que não estão mais nas calçadas, agora estão nas feiras e galerias trabalhando e atraindo mais compradores. É claro que a região mais segura traz muito mais gente para comprar. A Prefeitura contribuiu ativamente para nosso objetivo de fazer de Goiânia a capital da moda”, declara Ribeiro.

A percepção de segurança e organização é um fator crucial, inclusive para o retorno do turismo de negócios. Max, diretor do shopping PitBull, observa a volta das caravanas internacionais à Região da 44. “O principal é a experiência do cliente: chegar, encontrar o polo mais seguro e organizado do Brasil, conseguir transitar com seu carrinho”, salienta. Ele enfatiza a necessidade de um ambiente tranquilo para os compradores que buscam novos fornecedores e coleções presencialmente. “Os clientes vêm presencialmente para conhecer novos fornecedores, ver novas coleções lançadas. Por isso, é essencial que eles tenham tranquilidade”, completa.

A atuação do poder público na Região da 44 foi além da mera reorganização das calçadas, englobando investimentos em segurança pública. Sérgio Naves, presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), aponta uma queda impressionante na criminalidade. “A atuação da Prefeitura trouxe uma tranquilidade para o comprador, que hoje, em grande parte, é o atacadista que precisa de conforto e segurança. Essas ações, que foram de inteligência e não de truculência, diminuíram em 75% as ocorrências de furto. Vamos investir R$ 22 milhões em ruas inteligentes. Serão 172 câmeras integradas com o sistema da polícia, o que retorna em vendas”, revela Naves. Os resultados já se refletem no faturamento: no último Dia das Mães, registrou-se um aumento de R$ 13 milhões. A expectativa é de crescimento contínuo, com a região recebendo semanalmente três caravanas da Bolívia, consolidando-se como o segundo maior polo produtor de moda do país, com aspiração à liderança nacional em uma década. “Somos o segundo maior polo produtor de moda do país. Estamos seguros de que podemos liderar nacionalmente dentro dos próximos 10 anos”, projeta Sérgio Naves.

O Renascimento do Centro de Goiânia

No coração da capital, a percepção de que a negligência histórica foi revertida é um sentimento compartilhado pelos comerciantes. Leandro Fleury, presidente do Sindióptica-GO, celebra a nova atenção recebida: “Há muitas gestões não tínhamos a atenção da Prefeitura, mas a atual gestão tem prestigiado todos os segmentos do Centro”. Ele destaca a abrangência da melhoria. “Melhorou não apenas o nosso segmento, óticas, joias e bijuterias, relógios e cinefoto, mas todo o bairro. Percebemos que os planos da Prefeitura são para valorizar os comerciantes, os moradores e a parte cultural do Centro”, afirma.

Clauber Antônio, presidente do 3º Conselho Comunitário de Segurança de Goiânia (Conseg) e morador do Centro desde os anos 1970, testemunha a profunda mudança na relação do poder público com o bairro. “Percebo que houve, no passado, uma degradação enorme do Centro. Essa nova administração mudou a Avenida Anhanguera, realocando os camelôs que obstruíam as calçadas. O fluxo hoje é tranquilo, muito acessível e seguro para o transeunte e o consumidor. Essa ação direcionou os ambulantes a locais apropriados, permitindo que eles continuem com seus negócios”, relata Antônio.

Antônio Alves Ferreira Filho, presidente da Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia e Adjacências (ACIC), endossa a satisfação com o diálogo estabelecido. “Estamos sendo ouvidos”, assevera. Ele destaca a livre circulação na Avenida Anhanguera e o agradecimento dos comerciantes que há anos clamavam pela realocação dos ambulantes. “Aqui na Avenida Anhanguera, o trânsito está desimpedido. Os comerciantes nos agradecem, porque há muito tempo pediam a realocação dos ambulantes. Nós tínhamos um Centro muito degradado. Estamos vendo lojas abertas aos domingos, o que não acontecia há muito tempo”, diz Ferreira Filho. Para ele, as medidas do município acenderam uma chama de otimismo. “O atual momento é muito bom para quem quer investir no Centro. Os aluguéis estão baratos e há um movimento de retorno, com a inauguração recente de várias lojas. Temos de agradecer pelo olhar diferenciado para nossa região”, conclui.

Feira da Madrugada: De Concorrência Desleal à Organização

A Feira da Madrugada, ponto de comércio popular e atacadista, também colhe os frutos do reordenamento em Goiânia. Patrícia Mendes, lojista no local há 12 anos, narra as dificuldades enfrentadas no passado e o alívio trazido pelas recentes mudanças. “Sofremos por anos, porque os clientes não tinham sequer condições de entrar em nossa feira. Agora, com essa organização da Região da 44, o cliente pode transitar de um lado ao outro sem problemas. Nossas vendas melhoraram 100%”, comemora.

A lojista frisa que o processo não desamparou os ambulantes, mas buscou restabelecer a justiça na concorrência. “Todo mundo voltou para as suas lojas, para as suas feiras. Porque, frequentemente, o ambulante tinha onde trabalhar, mas, como na gestão anterior não havia fiscalização, todo mundo ficava na rua para conseguir competir. Na rua não tem disciplina, não tem regra, não tem despesa. O primeiro vendedor recebia o cliente. Era uma concorrência desleal com quem cumpria as regras. Os ambulantes não foram abandonados; cada um voltou para o seu local”, pontua Patrícia Mendes.

Atuação Integrada na Segurança Pública

A melhoria da segurança é um dos pilares do reordenamento comercial e foi crucial para a revitalização. O Guarda Civil Metropolitano Marcos Couto confirma uma diminuição sensível nas ocorrências e denúncias de tráfico, roubo e furto nas áreas reordenadas. Essa percepção é corroborada pelo Major Camilo, da Polícia Militar (PM), que atribui parte do sucesso à adequação dos ambulantes às normas. “Os resultados podem ser sentidos pela população que caminha pelas ruas da cidade. Desenvolvemos operações para combater os crimes nessa região de forma integrada com as demais esferas”, finaliza Major Camilo, evidenciando o trabalho conjunto das forças de segurança.

Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

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