Daniel Vilela lidera pesquisa para o governo de Goiás com 43,4% contra 24,4% de Marconi

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O cenário político para o governo de Goiás em 2026 começa a se desenhar com a divulgação da primeira pesquisa do Paraná Pesquisas após o encerramento da janela partidária, encomendada pelo Jornal Opção. O atual governador Daniel Vilela (MDB) lidera a disputa com 43,4% das intenções de voto no principal cenário estimulado, apontando uma vantagem considerável sobre o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que registra 24,4%. O levantamento foi publicado nesta terça-feira (7), a seis meses do pleito.

A diferença entre Vilela e Perillo alcança 19 pontos percentuais, excedendo a margem de erro de 2,8 pontos. Na sequência, o senador Wilder Morais (PL) aparece com 11,5%, e a deputada federal Adriana Accorsi (PT) soma 9,2%. O advogado Telêmaco Brandão (Novo) registra 0,3%. Eleitores que declararam brancos e nulos representam 6,3%, enquanto 5% não souberam ou não opinaram.

Evolução e Consolidação de Candidaturas

Desde dezembro de 2025, Daniel Vilela observou um crescimento em seu apoio, passando de 39,3% para os atuais 43,4%. Marconi Perillo, por sua vez, manteve-se estável em 24,4%. Wilder Morais teve uma oscilação positiva, subindo de 9,2% para 11,5%, enquanto Adriana Accorsi registrou queda, indo de 12,9% para 9,2%. Os números indicam uma consolidação da liderança do emedebista e a manutenção do patamar do tucano neste momento pré-eleitoral em Goiás.

O período pós-janela partidária foi marcado por movimentações importantes no estado. Gustavo Mendanha, ex-prefeito de Aparecida, deixou o PSD para se filiar ao PRD. Já Romário Policarpo, presidente da Câmara dos Vereadores de Goiânia, trocou a base caiadista pelo Cidadania, legenda federada ao PSDB de Marconi Perillo.

Cenários Alternativos Testam Força dos Candidatos

A pesquisa testou um segundo cenário sem a presença de Marconi Perillo. Nele, Daniel Vilela amplia sua dianteira, atingindo 54% das intenções de voto. Wilder Morais aparece com 15,9%, e Adriana Accorsi com 14,3%. Telêmaco Brandão marca 0,7%. Brancos e nulos somam 8,8%, e 6,4% não souberam ou não opinaram. Embora a simulação demonstre a forte concentração de votos no nome governista sem o principal adversário, Perillo tem afirmado que sua pré-candidatura é “irreversível”.

Em um terceiro cenário, com a inclusão de Luis Cesar Bueno (PT), Daniel Vilela registra 46,6%, seguido por Marconi Perillo com 26,9%. Wilder Morais alcança 11,6%, e Luis Cesar Bueno soma 1,9%. O Partido dos Trabalhadores ainda não definiu sua candidatura para este ano, e setores da sigla ponderam uma aliança com o PSDB. A entrada do petista não alterou significativamente a liderança da disputa.

Espontânea e Metodologia

Na modalidade espontânea, onde os eleitores citam nomes sem que sejam apresentados, a indefinição ainda é alta, com 67,3% não sabendo ou não opinando. Daniel Vilela é mencionado por 13,1%, Marconi Perillo por 5,9%, e Wilder Morais por 3,9%. Este dado sugere um eleitorado ainda em fase de formação de opinião fora do estímulo direto.

A pesquisa entrevistou 1.310 eleitores em 60 municípios goianos, entre os dias 1º e 3 de abril. O nível de confiança do levantamento é de 95%, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-09885/2026.

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