Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial com dívida de R$ 65,1 bilhões
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A Raízen, uma das maiores empresas do setor de agroenergia e líder mundial na produção de etanol e biomassa de cana-de-açúcar, formalizou nesta quarta-feira um pedido de recuperação extrajudicial, visando renegociar suas dívidas que ultrapassam R$ 65,1 bilhões. A empresa assegura que a proposta de reestruturação foi previamente alinhada com seus principais credores.
Em comunicado oficial, a Raízen declarou que o objetivo da medida é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”. A empresa esclarece que dívidas quirografárias são aquelas não asseguradas por garantias reais, como hipotecas, e que não possuem prioridade na ordem de pagamento em casos de falência ou recuperação judicial.
A Raízen informa que o plano de recuperação extrajudicial, apresentado à Comarca da Capital de São Paulo, conta com a adesão de credores que detêm mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias, superando o quórum mínimo legal necessário para o pedido.
A companhia terá um prazo de 90 dias, a partir do processamento da recuperação extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano, garantindo, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano”, informa a empresa.
A empresa ressalta que a iniciativa tem um escopo limitado, não afetando as dívidas e obrigações com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem válidas e sendo cumpridas conforme os contratos estabelecidos.
O plano de recuperação extrajudicial poderá incluir a capitalização do Grupo Raízen por seus acionistas, a conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária, a substituição de parte dos créditos por novas dívidas, reorganizações societárias para segregar parte dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen e a venda de ativos do grupo.
Com uma vasta operação que inclui mais de 45 mil colaboradores e 15 mil parceiros de negócios em todo o país, a Raízen administra 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia, e registrou uma receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.
“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema”, assegura a companhia.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/gigante-do-setor-agroenergetico-raizen-pede-recuperacao-extrajudicial
