MME cria sala de monitoramento para combustíveis e Senacon investiga aumento de preços
© Petrobras/Divulgação/Arquivo
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a criação de uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, com o objetivo de acompanhar em tempo real o mercado de combustíveis, tanto no cenário nacional quanto internacional. A iniciativa visa uma coordenação estreita com órgãos reguladores e agentes do setor, abrangendo desde o fornecimento primário até a distribuição.
A medida surge em resposta ao Conflito no Oriente Médio, região de grande importância na exportação de petróleo, e busca intensificar o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados, da logística de abastecimento no país e da flutuação dos preços dos principais produtos. Segundo nota do ministério, “A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”.
O foco principal é identificar de forma ágil possíveis ameaças ao abastecimento e implementar ações coordenadas para assegurar a segurança energética e a regularidade no fornecimento de combustíveis em todo o território nacional, seguindo a linha de atuação do MME em situações geopolíticas complexas.
Apesar da instabilidade internacional, o governo federal avalia que o Brasil possui uma exposição direta limitada ao conflito, uma vez que o país é exportador de petróleo bruto e a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores de derivados é relativamente pequena.
Em paralelo, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), encaminhou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), solicitando uma análise detalhada dos recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. A medida foi tomada após declarações de sindicatos como Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda sob a justificativa do aumento no preço internacional do petróleo, atrelado ao conflito no Oriente Médio. Vale ressaltar que, até o momento, a Petrobras não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias. “Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, conclui o MME.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/guerra-no-oriente-medio-governo-vai-monitorar-mercado-de-combustiveis
