CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de filho de Lula e mira Banco Master em investigação sobre fraudes

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

© Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, em reunião nesta quinta-feira, a quebra dos sigilos bancários e fiscais de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do Presidente da República. A solicitação partiu do deputado Alfredo Gaspar (União/AL), que também requereu a elaboração de relatórios de inteligência financeira.

A medida se baseia em citações a Lulinha encontradas em mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como principal operador de um esquema de descontos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas. As mensagens, segundo a Polícia Federal, indicam um repasse de R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, em referência a Lulinha.

O deputado Alfredo Gaspar justificou o requerimento afirmando que a quebra dos sigilos e o acesso ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) são “imperativos técnicos” para a CPMI.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, em nota, negou qualquer envolvimento do cliente com as fraudes investigadas, afirmando que ele não participou de desvios nem recebeu valores de fontes criminosas. O advogado Guilherme Suguimori Santos informou que solicitou ao STF acesso à investigação e que Silva se colocou à disposição para prestar esclarecimentos, assim que a defesa tiver acesso aos autos do processo.

Além da quebra de sigilo de Lulinha, a CPMI aprovou outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e convocações como a do ex-executivo do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, e do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, entre outros.

A reunião foi marcada pela aprovação em bloco dos requerimentos e por um tumulto que interrompeu os trabalhos.

A CPMI também agendou o depoimento do empresário Paulo Camisotti, investigado por suposta participação na fraude bilionária. O deputado estadual Edson Cunha de Araújo e o advogado Cecílio Galvão não compareceram, sendo que o presidente da CPMI determinou a condução coercitiva de Galvão.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-02/cpmi-do-inss-aprova-quebra-de-sigilo-de-lulinha-e-convoca-andre-moura

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