Mpox no Brasil: Casos Confirmados, Sintomas, Transmissão e Tratamento

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

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O Brasil registra, até o momento, 88 casos confirmados do vírus Mpox, conforme dados do Ministério da Saúde. São Paulo concentra o maior número de ocorrências, com 62 casos desde janeiro. Outros estados também registraram a presença do vírus, incluindo Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). A maioria dos quadros clínicos é considerada leve a moderada, sem registro de óbitos até o momento. Em 2023, o país contabilizou 1.079 casos e duas mortes pela doença.

A Mpox, causada pelo vírus Monkeypox, é transmitida através do contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum é o surgimento de erupções cutâneas, semelhantes a bolhas ou feridas, que podem persistir por até quatro semanas. Outros sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e inchaço dos gânglios.

A transmissão do vírus ocorre principalmente por meio do contato direto com pessoas infectadas, seja por gotículas respiratórias, contato pele a pele (incluindo contato sexual), contato boca a boca ou boca a pele. Compartilhar objetos contaminados com fluidos ou materiais infecciosos também pode disseminar a doença.

O período de incubação da Mpox, ou seja, o tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas, varia de 3 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias. Ao identificar os sintomas, é fundamental procurar uma unidade de saúde para realizar o exame laboratorial, que é a única forma de confirmar a infecção. O diagnóstico diferencial deve considerar outras doenças com sintomas semelhantes, como varicela zoster, herpes zoster, sífilis e outras infecções cutâneas.

O Ministério da Saúde orienta que “pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”.

O tratamento da Mpox visa aliviar os sintomas, prevenir complicações e evitar sequelas, uma vez que não existe um medicamento específico aprovado para a doença. A prevenção se baseia em evitar o contato direto com pessoas infectadas ou com suspeita da doença. Caso o contato seja inevitável, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, avental e óculos. A higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é essencial, especialmente após o contato com pessoas infectadas ou seus pertences.

Apesar de, na maioria dos casos, os sintomas da Mpox desaparecerem espontaneamente em algumas semanas, a doença pode levar a complicações médicas e, em casos mais raros, à morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodeficiência são mais vulneráveis a desenvolver quadros graves.

Em São Paulo, a Secretaria Estadual da Saúde (SES-SP) reporta um número diferente de casos em relação ao governo federal, contabilizando 50 ocorrências no estado. A capital paulista concentra o maior número de casos, seguida por outros municípios.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-02/brasil-registra-88-casos-de-mpox-em-2026-saiba-como-evitar-doenca

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