Vanderlan Cardoso ameaça deixar o PSD caso candidatura ao Senado não se viabilize
O senador Vanderlan Cardoso, presidente do PSD em Goiás e pré-candidato à reeleição, admitiu a possibilidade de deixar o partido caso não consiga viabilizar sua candidatura ao Senado. A decisão final será tomada em uma reunião decisiva na próxima segunda-feira (9/2), em São Paulo, com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
A filiação de Caiado ao PSD intensificou as articulações internas, abrindo espaço para outros nomes na disputa pela vaga ao Senado, como Gracinha Caiado e Gustavo Gayer. Vanderlan, no entanto, defende que a decisão sobre sua candidatura é pessoal e que sua prioridade é concorrer pelo PSD.
“Nessa reunião que teremos com o Kassab, e provavelmente o governador Ronaldo Caiado estará presente, nós vamos estar decidindo os passos aqui no estado de Goiás”, afirmou Vanderlan na sexta-feira (6/2), durante visita à Associação Comercial, Industrial e de Serviços da Região Leste de Aparecida de Goiânia (Acirlag).
O senador enfatizou que apoiou a ida de Caiado para o PSD, mostrando “total desprendimento” ao ser consultado. Apesar disso, deixou claro que não abrirá mão da pré-candidatura se acreditar que tem chances de vitória. “Essa decisão de candidatura a senador da República é uma decisão do senador Vanderlan Cardoso. […] Hoje eu sou o presidente do PSD, caso eu entender que não é o PSD, aí sim é uma decisão minha”, declarou.
Vanderlan ressaltou que sua pré-candidatura foi construída ao longo de sete anos de trabalho e não depende de alianças automáticas com o grupo governista. Questionado sobre alternativas fora do PSD, ele não descartou migrar para outra sigla, mencionando ter recebido convites de seis partidos. “A pessoa nunca pode ter só o plano A. Tem que ter plano B, plano C, plano D, plano E. Só com esses burburinhos desses dias já têm seis partidos me convidando”, revelou.
O senador também sinalizou preferência por caminhar com o vice-governador Daniel Vilela e se mostrou empenhado em consolidar essa união. “Hoje a tendência é estar caminhando com o vice-governador Daniel Vilela”, garantiu.
Vanderlan concluiu, de forma enfática, que não permanecerá oferecendo apoio caso não seja desejado pelo grupo. “Eu não vou ficar oferecendo apoio se não querem”, finalizou o senador, indicando que a reunião de segunda-feira será crucial para definir seu futuro político em Goiás.
