Focus: Mercado financeiro revisa para baixo projeção do IPCA em 2026

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© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O mercado financeiro revisou ligeiramente para baixo a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, a referência oficial da inflação no Brasil. A estimativa, que antes era de 4%, agora está em 3,99%, conforme divulgado no boletim Focus do Banco Central nesta segunda-feira. Para os anos de 2027, 2028 e 2029, as projeções de inflação se mantêm em 3,8%, 3,5% e 3,5%, respectivamente.

Essa é a quarta semana consecutiva que a previsão para a inflação de 2026 é reduzida, situando-se dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta é de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O IBGE fará a primeira divulgação sobre o IPCA de 2026 no dia 10 de fevereiro, referente ao índice de janeiro. Em dezembro, a inflação atingiu 0,33%, impulsionada pelo aumento nos preços dos transportes por aplicativo e passagens aéreas, acumulando uma alta de 4,26% em 2025.

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros (Selic) como principal ferramenta para controlar a inflação, atualmente fixada em 15% ao ano. A expectativa dos analistas é que a Selic chegue a 12,25% ao ano no fim de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é de novas reduções para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, atingindo 9,5% ao ano em 2029.

No mesmo boletim, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,8%. Para 2027, a projeção também é de 1,8%, com expansão de 2% para 2028 e 2029. A previsão para a cotação do dólar no fim de 2026 é de R$ 5,50, mantendo-se nesse patamar até o final de 2027.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/mercado-reduz-previsao-da-inflacao-para-399-este-ano

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