Mortes por armas de fogo disparam na Região Metropolitana do Rio após megaoperação policial

Número de pessoas mortas a bala cresce 44,2% no Rio após mega operação

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Um levantamento inédito do Instituto Fogo Cruzado revela um aumento alarmante no número de mortes por armas de fogo na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Entre 28 de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, foram registradas 329 mortes, um crescimento de 44,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando ocorreram 228 óbitos. Os dados foram obtidos a pedido da Agência Brasil.

O período analisado coincide com a megaoperação policial deflagrada em 28 de outubro de 2025, quando o governo do Rio de Janeiro mobilizou 2,5 mil policiais para cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho em 26 comunidades da zona norte, nos Complexos da Penha e do Alemão.

O levantamento do Instituto Fogo Cruzado indica que, além das mortes, 220 pessoas ficaram feridas por armas de fogo no período. Foram registrados 520 tiroteios, dos quais 200 (38,4%) ocorreram em ações ou operações policiais, resultando em 210 mortos (68,8% do total) e 125 feridos (56,8% do total de feridos).

O estudo aponta ainda que “quase a metade do total de pessoas mortas a bala depois da mega operação (47,7%), foram alvejadas nas 12 chacinas que ocorreram nos últimos três meses”, sendo que “oito dessas chacinas foram de iniciativa policial.” Desde o início do governo Cláudio Castro, em agosto de 2020, o Instituto Fogo Cruzado contabiliza 890 mortes em chacinas.

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) informou que há investigações em andamento sobre a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, sob sigilo, e que “foram ouvidos diversos policiais, familiares das vítimas e outras testemunhas.”

A Agência Brasil tentou contato com a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil do Rio de Janeiro para obter informações sobre os resultados da megaoperação em relação ao controle de territórios por facções, índices de criminalidade e apreensão de drogas e armas, mas não obteve resposta. A Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil (secção Rio de Janeiro) e o Conselho Nacional de Justiça também foram procurados para comentar os dados, mas até o momento não se manifestaram. O espaço permanece aberto para todas as instituições.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-01/numero-de-pessoas-mortas-bala-cresce-442-no-rio-apos-mega-operacao

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