Caso Daiane Alves: Síndico e filho são presos por homicídio em Caldas Novas
Para polícia, motivação do crime está relacionada desavenças comerciais entre a corretora e o síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira (Fotos: Polícia Civil de Goiás)
Uma força-tarefa da Polícia Civil de Goiás prendeu Cléber Rosa de Oliveira, síndico de um prédio em Caldas Novas, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, como suspeitos do homicídio da corretora Daiane Alves de Souza. O corpo de Daiane, que estava desaparecida desde 17 de dezembro, foi localizado nesta quarta-feira (28/01) em uma área de mata a 15 quilômetros da cidade.
As buscas pela corretora mobilizaram equipes especializadas, incluindo o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, o Grupo de Investigação de Desaparecidos, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios e a Inteligência da Polícia Civil, além do novo helicóptero da corporação, em operação desde dezembro de 2025. A análise de videomonitoramento também foi uma ferramenta importante na investigação.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, “Hoje completa 42 dias do desaparecimento e 41 dias da notificação oficial desse crime. A gente busca muito, não só suspeitos, mas precisávamos da materialidade do caso, que infelizmente se trata de homicídio, uma vez que o corpo foi encontrado”. Ganga também elogiou o trabalho do GIH de Caldas Novas, liderado pelo delegado André Luiz Barbosa, que, segundo ele, “Realmente fez um trabalho excepcional durante esse período, conseguindo provas de materialidade e de autoria, trazendo robustez para o inquérito policial” e elevando o índice de resolução de homicídios e tentativas de homicídio na cidade para mais de 91%.
A Polícia Civil aponta que a motivação do crime está ligada a desavenças comerciais entre Daiane e o síndico. De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, “A administração dos apartamentos da família da Daiane era feita pelo síndico. Então houve um atrito aí, uma questão de relação comercial”. Ele acrescentou que “Em novembro de 2024, a família da Daiane tira a administração do prédio e, a partir daí, inicia uma série de desavenças”. Em depoimento, o síndico confessou o crime e confirmou ter transportado o corpo em sua picape.
Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias
