UEG estuda genética de jabuticabeiras e frutos nativos por futuro sustentável em Goiás

Pesaquisa da UEG estudam jabuticabeiras

Pesquisas da UEG fortalecem a preservação do Cerrado

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) tem desempenhado um papel crucial no estudo e preservação do bioma Cerrado, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a valorização da biodiversidade no estado. Em colaboração com instituições como a Emater Goiás e agentes de fomento governamentais, a UEG avança em pesquisas que visam soluções para a conservação ambiental e o crescimento socioeconômico da região.

Um marco importante foi a descoberta de uma nova espécie de planta nativa do Cerrado, a Jacquemontia verae, oficialmente registrada pela comunidade científica em 2025. A professora Isa Lucia de Morais, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia e do curso de Ciências Biológicas da UEG, liderou a pesquisa em conjunto com outros pesquisadores de instituições nacionais. Segundo a professora Isa, “Descobrir novas espécies é fundamental para compreendermos a biodiversidade e conservarmos a natureza. Ao identificar e descrever uma nova espécie, a ciência amplia nosso entendimento sobre os ecossistemas e como os seres vivos se adaptam aos mais diversos ambientes”. A Jacquemontia verae foi encontrada em uma área de Cerrado rupestre sob pressão ambiental, o que reforça a necessidade de políticas de conservação e gestão territorial.

Outra frente de pesquisa importante é o mapeamento genético e morfológico das jabuticabeiras em Hidrolândia, município responsável por grande parte da produção estadual da fruta. Os pesquisadores Plauto Simão de Carvalho e Sabrina do Couto de Miranda, da UEG em parceria com a Emater Goiás, lideram o projeto que se encontra na fase de coleta de material botânico para análise detalhada. A equipe relatou que estão “na fase de coleta de material botânico em diversas propriedades e desenvolvendo um banco de dados detalhado com características morfológicas e genéticas, que facilitará futuras pesquisas e o manejo das plantações”. Esse mapeamento visa promover práticas agrícolas mais sustentáveis, a certificação da produção local e o fortalecimento da cadeia produtiva da jabuticaba, beneficiando a economia rural e a biodiversidade goiana.

Além disso, outros estudos, apoiados por chamadas públicas e parcerias, avançaram em 2025, incluindo um projeto que investiga a conservação e o potencial econômico de frutíferas nativas do Cerrado, como cagaiteiras e gabirobeiras, visando a geração de renda para agricultores familiares na região do Vale do São Patrício.

Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias

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