TST considera greve dos Correios não abusiva e mantém reajuste salarial de 5,10%
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou a greve dos trabalhadores dos Correios, que durou duas semanas, como não abusiva, assegurando a validade do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) anterior (2024/2025). A decisão, relatada pela ministra Kátia Magalhães Arruda e acompanhada pela maioria dos ministros da Seção Especializada de Dissídios Coletivos (SDC), garante o reajuste de 5,10% nos salários, baseado na inflação do período.
Apesar da legalidade da greve, os dias não trabalhados serão descontados dos salários dos grevistas, divididos em três parcelas mensais. A paralisação, iniciada em 16 de dezembro, chegou ao fim com o julgamento do dissídio coletivo, com a expectativa de retorno ao trabalho nesta quarta-feira (31). Anteriormente, o TST já havia determinado a manutenção de 80% do efetivo devido à essencialidade dos serviços postais. A greve concentrou-se em nove estados, incluindo Minas Gerais e São Paulo.
O movimento grevista ocorre em meio a dificuldades financeiras da estatal, que enfrenta déficits bilionários. A empresa anunciou um plano para fechar agências e realizar demissões voluntárias, buscando ainda um aporte de R$ 12 bilhões por meio de linhas de crédito.
Emerson Marinho, da Fentect, declarou: “O resultado reflete aquilo que nós vínhamos trabalhando, cobrando da empresa… que é a garantia dos nossos direitos, com a garantia da reposição salarial… foi um julgamento que retrata a expectativa da categoria.”
As cláusulas mantidas no acordo coletivo terão validade até a próxima data-base, em 1º de agosto, quando uma nova negociação deverá ocorrer, potencialmente abrindo espaço para a flexibilização de contratos e redução de benefícios por parte da empresa.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-12/tst-diz-que-greve-nos-correios-nao-e-abusiva-mas-autoriza-desconto
