Emprego formal bate recorde no Brasil com 1 milhão de novos trabalhadores

Metade das demissões em 2024 foi causada por questões comportamentais

© Marcello Casal JrAgência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro registrou um aumento de 2,6% no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, o que representa a inclusão de 1 milhão de pessoas no trimestre encerrado em novembro. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, esse é um número recorde, elevando o total de empregados nessa condição para 39,4 milhões. O setor público também apresentou crescimento, alcançando 13,1 milhões de empregados, outro recorde, com um aumento de 1,9% no trimestre.

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, destacou a consistência do crescimento ao longo do ano, afirmando que “Embora não significativa, sempre vem acrescentando carteira no cômputo geral, ou seja, é um movimento que foi sustentado ao longo de 2024 e agora para 2025”.

Em contrapartida, o número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado se manteve estável no trimestre, totalizando 13,6 milhões, com um recuo de 3,4% no ano. Já os trabalhadores por conta própria atingiram o patamar de 26 milhões, marcando um novo recorde na série histórica, com um aumento de 2,9% no ano.

O aumento no número de trabalhadores com carteira assinada contribuiu para a redução da taxa de informalidade, que atingiu 37,7% da população ocupada, totalizando 38,8 milhões de trabalhadores informais. Adriana Beringuy ressaltou que “O ramo informal não apenas não cresceu como retraiu. Isso faz um movimento de perda de força do ramo informal”.

A pesquisa também apontou um novo recorde no rendimento médio real habitual da população ocupada, que atingiu R$ 3.574, com um aumento de 1,8% no trimestre e de 4,5% em relação ao mesmo período de 2024. O setor de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas impulsionou esse crescimento, com um avanço de 5,4% no rendimento médio.

Com o aumento do rendimento médio e do número de trabalhadores, a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 363,7 bilhões, com altas de 2,5% no trimestre e de 5,8% no ano.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-12/aumento-de-carteira-assinada-no-brasil-e-sustentado-diz-ibge

What do you feel about this?