Violência Doméstica no Rio de Janeiro Aumenta, Aponta Observatório do TJRJ

Rio registra alta em audiências e prisões por violência doméstica

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Goiás acompanha com atenção os dados divulgados pelo Observatório Judicial de Violência contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que apontam para um aumento da violência doméstica no estado carioca entre janeiro e novembro deste ano.

O levantamento revela um crescimento de 6,57% no número de sentenças relacionadas à violência contra a mulher, totalizando 68.743 casos. As audiências sobre violência de gênero também registraram um aumento de 4%, com 33.562 ocorrências. As prisões de agressores somaram 4.771, um aumento em relação às 4.578 do ano anterior. Além disso, o número de novos processos sobre violência doméstica subiu de 69.597 em 2024 para 71.762 este ano.

Apesar do cenário preocupante, os dados indicam uma leve queda nos casos de feminicídio, com 93 registros este ano, em comparação com 100 no ano passado. Março foi o mês com o maior número de feminicídios, com 14 casos. Em contrapartida, o número de medidas protetivas de urgência concedidas no estado do Rio de Janeiro chegou a 30.934.

De acordo com o TJRJ, os indicadores do sistema de Justiça refletem o fortalecimento de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher e a expansão de estruturas especializadas no atendimento às vítimas. Iniciativas como os grupos de trabalho Enfrentamento à Violência Obstétrica e Mulheres Negras e Interseccionalidades, que atuam em conjunto com instituições do sistema de Justiça, da saúde, da educação e da sociedade civil, são consideradas relevantes.

A desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), destaca a importância do GT- Violência Obstétrica, cujo objetivo é garantir que as mulheres tenham “informação e um parto livre de qualquer forma de violência”. Ela também ressalta o trabalho do GT- Mulheres Negras e Interseccionalidades, criado a partir de dados que indicam que “as mulheres negras são as mais atingidas pela violência doméstica, pela violência obstétrica e pelo assédio”.

Os dados revelam ainda o impacto da violência sobre crianças e adolescentes, com 58 mulheres vítimas e seus filhos menores de idade sendo encaminhados a abrigos como medida de proteção emergencial. A Central Judiciária de Abrigamento Provisório da Mulher Vítima de Violência Doméstica (Cejuvida) prestou 7.740 atendimentos, oferecendo suporte a mulheres e seus filhos em situação de grave ameaça, atuando de forma integrada ao Plantão Judiciário.

A Cejuvida “garante o encaminhamento rápido e seguro das vítimas às casas abrigo, assegurando proteção imediata e preservação da vida”, reforçando a articulação entre o Judiciário, a segurança pública e a rede de proteção social no combate à violência doméstica no estado do Rio de Janeiro.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/rio-registra-alta-em-audiencias-e-prisoes-por-violencia-domestica

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